Édipo: Hoje sei que a vida calça coturnos e vai tirando e pondo as suas duas máscaras. A máscara da comédia e a máscara da tragédia. Às vezes as duas ao mesmo tempo, uma na cara outra na nuca. Mas detrás da máscara só vejo o vazio. Por baixo das vestes, apenas um cabide. A vida é a máscara da morte.
Tirésias: E a morte é a máscara da vida.
Armando Nascimento Rosa (2003). Um Édipo. Casa do Sul. Évora, p.37
