Estou a ler um livro interessante do Lionel Casson (que já conhecia do velho Ships and Seamanship in the Ancient World), de 2001, editado pela Yale University Press, intitulado Libraries in the Ancient World.Na primeira parte, sobre a Mesopotâmia, Casson explica como estava organizada a biblioteca de Assurbanípal. E deu-me mais umas ideias para pragas a rogar a quem não devolve ou estraga livros emprestados!
Entre várias mais curtinhas e menos amedrontadoras, como
encontrei esta grande maldição (que, à falta de conhecimento de assírio, vai em inglês), na qual se percebe algumas técnicas dos ladrões de bibliotecas da época e a vantagem do politeísmo:

He who breaks this tablet or puts it in water or rubs it until you cannot recognize it [and] cannot make it be understood, may Ashur, Sin, Shamash, Adad and Ishtar, Bel, Nergal, Ishtar of Nineveh, Ishtar of Arbela, Ishtar of Bit Kidmurri, the gods of heaven and earth and the gods of Assyria, may all these curse him with a curse which cannot be relieved, terrible and merciless, as long as he lives, may they let his name, his seed, be carried off from the land, may they put his flesh in a dog's mouth!
E, mesmo assim, eles lá roubavam...
