Evelyn De Morgan (1855-1919) - Flora, the Godess of Blossoms and Flowers (1880) De Morgan Foundation Collection (Imagem: Marte, de Diego Velasquez)
Fonte principal: Pierre Grimal, Dicionário de Mitologia Grega e Romana (1992), Lisboa, Difel.
Evelyn De Morgan (1855-1919) - Flora, the Godess of Blossoms and Flowers (1880) De Morgan Foundation Collection 
O meu amigo Paulo faz teatro de sombras chinesas.
«capelinha» vem do grego kapeleion, que significa pequena loja onde se vende e consome vinho. Isto é, uma taberna. 
A Senhora Sócrates descobriu que está entre os nomeados para os Melhores Blogues de Cultura 2006, a entregar (porque já está decidido) no 1ºEncontro de Blogues de Cinema e Cultura (que se decorre em Famalicão neste fim-de-semana), incluído no Famafest (16 a 24 de Março). Só a nomeação honra-me! Muito obrigada!
(Lucien Freud, Large Interior, tirada daqui. Escolhida por ser um quadro do neto do dito cujo, pela composição... e por ser um mimo...)
Cícero, A Amizade, 1993, INIC, Lisboa. Tradução de Sebastião Tavares de Pinho.
Fui no Sábado ver uma peça de teatro a Olhão. Encenada por Paulo Moreira e interpretada por João Evaristo, é um monólogo inspirado em textos do brasileiro Alexandre Ribondi.
O cartaz do espectáculo mostra um homem nu, o que nos remete para um tipo de história que nem todos irão ver. Ou irão enganados!
Porque a nudez aqui é a da alma... dos outros.
Veronete conta a descoberta do amor entre dois homens. Trabalhando como empregada doméstica na casa de um engenheiro, vai acompanhando a descoberta do amor entre este e o seu jardineiro. Ambos muito homens, ambos muito masculinos, bonitos... uma história muito bem contada, sem cair na vulgaridade ou na afirmação de uma qualquer sexualidade. Na verdade, a sexualidade das personagens contadas nem importa muito na história...
A sexualidade da contadora... essa tem a sua graça, pois é um travesti. Veronete chamava-se Jair e é uma mulher num corpo (que mantém) de homem. Mas gosta de se vestir de mulher e sente como tal. Aliás, o texto faz referências ao corpo da mulher como só uma se lembraria de o fazer...
A interpretação de João Evaristo é genial. Na sua modéstia, disse que tudo se devia ao Paulo Moreira: «Eu sou só o boneco. Isto é tudo ideia do Paulo».
Não querendo minorar o trabalho do encenador (antes pelo contrário: excelente!), estar uma hora em cena, interpretando um monólogo, falado com pronúncia brasileira (o que dificulta a improvisação quando há uma «branca») e não se tornando ridículo, interagindo com o público, do alto de uns tacões, ... é obra de grande actor!
Estou com vontade de voltar à Sociedade Recreativa Olhanense no próximo fim-de-semana, só para ver tudo outra vez!
Apesar dos Planos Directores Municipais, dos de Ordenamentos de Território, de regras para isto, regras para aquilo, o que mais se vê é o caos nas construções urbanas.E claro, explico que «ministro» vem do latim minister que significa «escravo, servo», palavra que, por sua vez, vem de minus, que significa «menos, muito pouco». O ministerium era o serviço atribuído a esses escravos.
Pois.
* Este postal foi escrito ontem, às 8.57, e não publicado por distracção!
Ao mexer em papéis (mudanças, é no que dão...), encontrei um com a seguinte frase, transcrita, à mão (coisa rara), por mim há muitos anos, tirada não sei de onde:
(morte de Sócrates, por Jacques-Louis David (1748-1825) no Metropolitan Museum of Art em New York)
«O canto do bode
Não tenho aqui comigo um livro que li há muitos, muitos anos: Gaspar, Belchior e Baltazar, de Michel Tournier. Lembro-me de haver uma parte em que ele dizia que o Menino Jesus se tornara negro para melhor amar o rei negro.
(cães salvos no Sri Lanka... 3º mundo, dizem...)
