28 maio 2007
Quanto custa um acento agudo numa palavra grave?
É verdade!
E merece, pois então!
Foi neste semana, penso que na quinta-feira, no «Um contra todos», um programa no canal 1 da RTP, em que se pedia para identificar, quanto à acentuação, a palavras «automóvel».
Não me lembro quantos erraram, mas lembro-me que o jogador principal comprou a resposta, pois sentia-se inseguro. Se não o tivesse feito, escolheria «agudo». Como comprou, reduziu em cinquenta por cento o valor que já tinha, que ultrapassava os 10600 euros.
Estes valores são virtuais, portanto não o incomodaram. Nem os incomodou (a ele e ao apresentador) o facto de não saberem o nome dos acentos. Ainda comentaram que era difícil.
Difícil?
Se pedissem para acentuar, ainda vá: há muitas dúvidas sobre onde colocar o acento.
Mas identificar uma palavra já acentuada?
Bem, como não quero parecer presunçosa e como os acentos estão bem cotados no mercado (5300 euros é bom dinheiro por um tracinho), segue-se uma pequena explicação.
O acento de uma palavra não tem de ser gráfico. Todas as palavras têm uma sílaba tónica (aquela sobre a qual recai o tom, aprendíamos nós), mas muitas não precisam de a grafar.
E qual é a sílaba tónica? Costumo ensinar que é aquela que prolongamos quando temos de a chamar. Imaginamos que temos de chamar a palavra... palavra: palaaaaaaaaaaavra.
Pronto. Esta é a tónica! E é grave (ou paroxítona), porque é a penúltima (ou a segunda a contar do fim): pa-la-vra.
Não leva acento gráfico, porque os vocábulos portugueses são tendencialmente graves.
Já a palavra que estava em causa no jogo televisivo, «automóvel», sendo também grave , precisa de um acento (agudo - aquele que inclinamos para a direita), pois termina em -l.
Isto porque as palavras que terminam em l, n, r, x, bem como em a, e, o (abertos), i, u (com ou sem s), são naturalmente agudas.
Assim, não precisam de acento palavras como caril, cantar, funil, porque são agudas, mas já é necessário em fácil, éden ou carácter, que são graves.
Fico por aqui. 5300 euros já me dão um jeitão!
26 maio 2007
Meme
Na verdade, acho que costumo deixar aqui muitos, e por isso, é com todo o prazer que acrescento mais um:
Aquele qua nada conhece, nada ama.
Aquele que não é capaz de nada, nada compreende.
Aquele que nada compreende é inútil.
Mas aquele que compreende também ama, repara e vê. (...)
Quanto mais conhecimento existe de uma coisa, maior é o amor...
Quem imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo que os morangos não percebe nada de uvas.
Paracelso
(em epígrafe ao livro de Eric Fromm, de 1956, A Arte de Amar, publicado pela Pergaminho em 2002)
Como é suposto pedir «memes» a mais seis bloguistas, aqui vão uns amigos que sei que têm memes bons para nos dar:
Marta, do Claras em Castelo
Miguel, do Heart of Saturday Night
Sara, do Apenas Eu
Mirian, do A Mulher do Lado
Teresa, do Pedra sobre Pedra
Damularussa (Desculpa, mas não sei o teu nome, amiga!)
«Um "meme" é um "gene ou gene cultural" que envolve um conhecimento que é passado a outros contemporâneos ou aos descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins pela semelhança fonética com o termo "genes”. »
25 maio 2007
Herança Mediterrânica
... mas uma indisposição impediu-me.Se está perto de Cacela, vá até lá e diga que fica com a minha vaga, dado que as inscrições eram limitadas.
24 maio 2007
A virtude
Platão, Ménon, 99e
(Tradução de Ernesto Rodrigues Gomes, para GEC Publicações, em 1986)
22 maio 2007
E ela celebrava o dia dos meus anos
A 22 de Maio de 1952 morria a Adrianinha, minha irmã mais velha, a primeira filha que a minha mãe teve, em Outubro de 1946, um ano após o casamento (pós-guerra, Setembro de 1945).
Durante anos ela ia ao cemitério por flores.
Mais dois filhos. Mais dois mortos, à nascença.
Depois, chegámos «nós, os quatro macacos», como ela dizia a rir (os naturais do Bombarral são macacos, assim como os de Lisboa alfacinhas). O meu irmão João já partiu, vai fazer 5 anos. Restamos três.
Já tinha ela três filhos (seis partos), quando aos 42 anos engravida de novo. Foi o resultado das saudades de uma viagem a Itália com uma tia, opinava eu (para implicar com ela), durante a qual o meu pai e minha avó ficaram a tomar conta das crianças.
O fim do tempo era em Junho.
Maio aproxima-se.
Ela enerva-se: «E se nasce antes do tempo? E se nasce a 22 de Maio?»
22 de Maio era o dia da ida ao cemitério, de limpar e de pôr flores na campa da Adrianinha.
Nervos acumulados, preces «que ela não nasça a 22 de Maio, que ela não nasça a 22 de Maio», mas de nada serviu.
A 22 de Maio, mal o sol despontava, eu nascia!
Igual à outra.
Quanto ao nome, muitas indecisões. Está bem, que fique com o mesmo nome.
A grande diferença foram as idas ao cemitério que nunca mais se fizeram a 22 de Maio.
Nesse dia havia festa, prendinhas, amigos pela casa, muita alegria.
Conseguiu sempre esconder qualquer tristeza que lhe pudesse toldar os olhos, ocupada como estava a fazer os bolos e a assegurar-se de que a festa era sempre um sucesso.
Nesse dia ela celebrava o dia dos meus anos.
Parabéns à minha mãe!
(sim, é verdade, o título é inspirado em A. Campos)
21 maio 2007
Como citar a Bíblia
Nunca pensei um dia ter de ensinar como consultar e citar a Bíblia.Contudo, nas aulas de Matrizes Culturais Europeias, onde a Bíblia não pode deixar de ser um dos livros a ler (ou, pelo menos, a ir lendo) e a saber consultar, verifiquei que alguns alunos nunca tinham sequer aberto uma bíblia (não vou falar das implicações que isto tem no entendimento do mundo actual) nem, naturalmente, a sabiam consultar.
Ora bem, aqui já se disse como citar Platão, como citar poesia grega e latina (numa próxima segue-se «como citar Aristóteles») e agora temos «como citar a Bíblia».
20 maio 2007
Blogue do Cineclube de Faro

O filme foi às 18, o concerto às 21.30 (bem... às 22, pois a nossa querida Anabela Moutinho fez uma emocionada e emocionante introdução) e, no fim, tivemos um «rebuçado»: uma pequena rábula de teatro de fantoches, por um bonecreiro à antiga, que não quer deixar morrer Dom Roberto!
Lindo, lindo!
19 maio 2007
A beleza é um bem frágil...
A beleza é um bem frágil; à medida que vão avançando os anos,
Vai diminuindo e, por força da idade, vai murchando;
Não ficam todo o tempo em flor as violetas nem os lírios de pétalas abertas,
E a roseira, depois de cair a flor, enrijece os espinhos, que é o que lhe resta.
Também a ti, ó jovem esbelto, te hão-de chegar os cabelos brancos,
E logo virão as rugas sulcar-te o corpo.
17 maio 2007
Amizade bretã
Pour toi aussi, Gwen!
«Paul Eluard pour toi ce soir ... »
La Courbe de tes yeux
La courbe de tes yeux fait le tour de mon coeur,
Un rond de danse et de douceur,
Auréole du temps, berceau nocturne et sûr,
Et si je ne sais plus tout ce que j'ai vécu
C'est que tes yeux ne m'ont pas toujours vu.
Feuilles de jour et mousse de rosée,
Roseaux du vent, sourires parfumés,
Ailes couvrant le monde de lumière,
Bateaux chargés du ciel et de la mer,
Chasseurs des bruits et sources des couleurs,
Parfums éclos d'une couvée d'aurores
Qui gît toujours sur la paille des astres,
Comme le jour dépend de l'innocence
Le monde entier dépend de tes yeux purs
Et tout mon sang coule dans leurs regards.
15 maio 2007
Convencido, este Ovídio!
podem ser conquistadas; e vais conquistá-las; basta que estendas as redes.
Só está perdoado porque também escreveu isto...
14 maio 2007
Ícaro

(Sebastião Alba, A Noite Dividida, Lisboa, Assírio & Alvim, 1996)
10 maio 2007
Regras gramaticais...

09 maio 2007
Valor próprio
Séneca, Cartas a Lucílio, 80, 10.
08 maio 2007
(foi hoje)
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
(Eugénio de Andrade)
07 maio 2007
Fecho da «Biblioteca Apostolica Vaticana» por três anos
(imagem do site da Vaticana)06 maio 2007
Ute Lemper: um espectáculo!

Quando vamos «ouvir» um músico ao vivo, costumamos dizer «fui ver». É verdade que vemos, mas em muitos casos isso acontece apenas porque estamos ali de olhos aberto, pois se os fechássemos pouco ou nada perderíamos.
Durante hora e meia estive de olhos pregados naqueles músicos, a mexer-me na cadeira, balançando o corpo ao som dos ritmos que se produziam no palco, encolhendo-me nos momentos mais íntimos, rindo nas alturas de humor, assobiando «Die Moritar Von Mackin Messer», e batendo palmas desalmadamente!
Ela falava em viagem... será que é a isto que se chama uma «trip»?
04 maio 2007
Filosofia de iogurte
(surripiei a imagem daqui)03 maio 2007
Relendo Heródoto...
Adimanto, filho de Ócito, o comandante de Corinto, exclamou:«Temístocles, nos concursos, os que partem antes do sinal ser dado são penalizados».
29 abril 2007
28 abril 2007
Desafio..
Bandeira ao Vento
Combustões
Claras em Castelo
De Rerum Natura
Escrito a lápis
Heart of Saturday Night
Não compreendo as mulheres
Vontade Indómita
E há mais... isto é muito injusto...
*(bem... e eu sabia que havia uma razão para não ter seguido matemática...)
27 abril 2007
Agora em Faro...
(tirei a foto daqui)No Clube Farense, ali na rua de Santo António, até amanhã. Estejam lá às 21.30 e levem uma bebida para a mesa.
Fui ontem assitir pela segunda vez! Já tinha visto em Olhão, mas a expectativa (estúpida, é verdade) de ver algo chocante (como me disseram que talvez fosse) não me deixou apreciar devidamente o espectáculo.
Desta vez «curti-o» de fio a pavio e reitero a belíssima interpretação do João Evaristo, na encenação de Paulo Moreira.
24 abril 2007
ensino/aprendizagem
18 abril 2007
Estaremos embriagados?
Píndaro, Odes Píticas, Prime Books, Lisboa 2006. Tradução do grego e notas de António de Castro Caeiro.
17 abril 2007
A propósito da (não) lavagem do bule do chá...
Quando vario, uso outro bule e outras chávenas...
Boa técnica, não é?
15 abril 2007
Só?? Eles lá me conhecem...
You Are 52% Impulsive |
![]() You're quite impulsive, but you never are reckless. You qualify as a very spontaneous person, but you still know how to honor your commitments. And while responsibility doesn't come easy to you, having fun does! |
13 abril 2007
Ai de quem estragar algum livro meu!
Estou a ler um livro interessante do Lionel Casson (que já conhecia do velho Ships and Seamanship in the Ancient World), de 2001, editado pela Yale University Press, intitulado Libraries in the Ancient World.Na primeira parte, sobre a Mesopotâmia, Casson explica como estava organizada a biblioteca de Assurbanípal. E deu-me mais umas ideias para pragas a rogar a quem não devolve ou estraga livros emprestados!

E, mesmo assim, eles lá roubavam...
12 abril 2007
Tu dizes: voltarei...
Komo to yu mo
Konu toki aru wo
Koji to yu wo
Komu to wa mataji
Koji to yu mono wo
You Say, "I Will Come"
And you do not come.
Now you say, "I will not come."
So I shall expect you.
Have I learned to understand you?
Lady Otomo No Sakanoe (séc. VIII).
Traduzido do Japonês por Kenneth Rexroth.
11 abril 2007
Finalmente! Um teste que não mente!
|
![]() You are excellent with words and language. You explain yourself well. An elegant speaker, you can converse well with anyone on the fly. You are also good at remembering information and convicing someone of your point of view. A master of creative phrasing and unique words, you enjoy expanding your vocabulary. You would make a fantastic poet, journalist, writer, teacher, lawyer, politician, or translator. |
10 abril 2007
07 abril 2007
Eu bem sabia!
You Are a Realist |
![]() You don't see the glass as half empty or half full. You see what's exactly in the glass. You never try to make a bad situation seem better than it is... But you also never sabotage any good things you have going on. You are brutally honest in your assessments of situations - and this always seems to help you cope. |
04 abril 2007
Amizade...
03 abril 2007
Colecções
01 abril 2007
Perfeccionista?? Eu?
You Are 41% Perfectionist |
![]() No one would call you a perfectionist, but you definitely have a side of you that strives to be perfect. Try to see your mistakes as learning experiences, and don't be so hard on yourself when you screw up! |
29 março 2007
Não sou...
É bom vermos que temos perfil para muitas coisas!
| Your Career Personality: Brainy, Logical, and Efficient |
![]() Your Ideal Careers: Archeologist Astronomer Book editor Business manager Civil engineer Designer Economist Inventor Judge Scientist |
28 março 2007
Liberdade de expressão
Intuitiva, eu?
| You Are 44% Intuitive |
![]() Your intuition is often right, and you use it more than you may realize. Your gut feelings are usually a good guide, but you need more to go on when making a decision. You'll often check to see if the facts back up your feelings. And when your intuition is wrong, you work to improve it for the future. |
27 março 2007
Não tenham medo do particípio passado!
26 março 2007
Felizes os que acreditam...
| Your Personality is Somewhat Rare (ISFP) |
![]() Your personality type is caring, peaceful, artistic, and calm. Only about 7% of all people have your personality, including 8% of all women and 6% of all men You are Introverted, Sensing, Feeling, and Perceiving. |
25 março 2007
A brevidade da vida...
(...)
24 março 2007
Diz Séneca... sobre o tempo
Cartas a Lucílio, 49.2-3.
22 março 2007
21 março 2007
VER SACRUM
Evelyn De Morgan (1855-1919) - Flora, the Godess of Blossoms and Flowers (1880) De Morgan Foundation Collection (Imagem: Marte, de Diego Velasquez)
Fonte principal: Pierre Grimal, Dicionário de Mitologia Grega e Romana (1992), Lisboa, Difel.
20 março 2007
Esta é a minha primeira rodada n' A Taberna dos Inconformados. Devido à pouca experiência a servir à mesa, poderei tropeçar e entornar algumas coisas, mas espero a vossa compreensão... É suposto comentar uma actualidade, coisa para mim algo difícil, pois como não tenho televisão, apenas sei o que a Antena 2 ou a Antena 1 me têm para dizer quando as sintonizo no carro, entre uma deslocação e outra. E com tão breve (e ocasional) informação, não é mesmo nada fácil.
Fui ao Público para ver se me inspirava! E, juntamente com uma notícia que ouvi esta tarde*, inspirei-me (uma pequenina inspiração, confesso...)!
Li: «Listas excedentes do Ministério da Agricultura prontas até sexta-feira». Listas excedentes? Quer dizer que o Ministério faz listas de qualquer coisa de que não precisa? Sempre me fez um pouco confusão esta forma de dar notícias...
Será que a preposição «de» entre «Listas» e «excedentes» («Listas de excedentes») ocuparia assim tanto espaço no título? Pela mesma lógica, então o título poderia ser: «Listas excedentes Ministério Agricultura prontas até sexta-feira»...
Também na Antena 1 ouvi (estou a dizer de cor, mas o que está a negrito é ipsis verbis): «Maria José Nogueira Pinto diz que Paulo Portas trouxe o PREC para o PP». Depois, passou a referida senhora a dizer: «O Dr. Paulo Portas trouxe o pior da nossa memória do PREC».
Trazer as piores memórias de uma coisa não é trazer a coisa. Até porque pode haver quem tenha boas memórias do PREC e a notícia não estaria a ser perfeitamente entendida (sendo esse o objectivo da cominicação, não é verdade? Entendermo-nos).
São coisas pequeninas, eu sei, mas são maus tratos da língua portuguesa por parte de quem tem responsabilidade de a acarinhar.
...................
E sai uma rodada por conta da casa!
E sai um Xarém!
(Pois é. Também é suposto contribuir com uma receita ou uma sugestão vinho)
Segue hoje uma receita.
Não moro (ainda) em Olhão, mas é uma das terras de que mais gosto no Algarve, onde vive gente «a sério», onde o turismo não deu (ainda) cabo de tudo, onde o mercado vende (ainda) o melhor peixe da Região.

Trago, então, para fazer jus à quadra popular, um dos pratos tradicionais do Algarve:
Ingredientes:
1 kg de amêijoas
100 g de bacon
100 g de chouriço
150 g de presunto
1 dl de vinho bramco
150 g de farinha de milho
Sal e pimenta q.b.
in Olhão para o Cidadão.
* Comecei a escrever isto ontem à noite...
19 março 2007
Clair de Lune Théâtre
O meu amigo Paulo faz teatro de sombras chinesas. 18 março 2007
A minha nova capelinha...
«capelinha» vem do grego kapeleion, que significa pequena loja onde se vende e consome vinho. Isto é, uma taberna. 
Assim, às terças-feiras poderão ver-me por lá a discorrer sobre alguma actualidade e provar uma delícia gastronómica que levarei da minha pólis...
17 março 2007
Notícias da Psicanálise
O Anfiteatro estava cheio!
Os nomes sonantes que se deslocaram ao Algarve devem ter ajudado...
A verdade é que foi um dia muito preenchido, com os horários a serem cumpridos e as comunicações muito interessantes!
Parabéns à organização!
16 março 2007
Famafest
A Senhora Sócrates descobriu que está entre os nomeados para os Melhores Blogues de Cultura 2006, a entregar (porque já está decidido) no 1ºEncontro de Blogues de Cinema e Cultura (que se decorre em Famalicão neste fim-de-semana), incluído no Famafest (16 a 24 de Março). Só a nomeação honra-me! Muito obrigada!15 março 2007
Psicanálise Hoje
(Lucien Freud, Large Interior, tirada daqui. Escolhida por ser um quadro do neto do dito cujo, pela composição... e por ser um mimo...)14 março 2007
Amizade (1)
A amizade encerra muitísimos bens. Para onde quer que te voltes, ela está à tua disposição, não está excluída de nenhum lugar, nunca é intempestiva, nunca molesta.[...]
E não me refiro agora à amizade vulgar e mediana, embora ela própria cause também prazer e proveito, mas falo da verdadeira e perfeita amizade. [...]
Com efeito, a amizade torna não só a prosperidade mais esplendorosa, como também, ao partilhar e comungar da adversidade, faz com que esta se torne mais leve.
Cícero, A Amizade, 1993, INIC, Lisboa. Tradução de Sebastião Tavares de Pinho.
13 março 2007
12 março 2007
O Amor dos Outros
Fui no Sábado ver uma peça de teatro a Olhão. Encenada por Paulo Moreira e interpretada por João Evaristo, é um monólogo inspirado em textos do brasileiro Alexandre Ribondi.
O cartaz do espectáculo mostra um homem nu, o que nos remete para um tipo de história que nem todos irão ver. Ou irão enganados!
Porque a nudez aqui é a da alma... dos outros.
Veronete conta a descoberta do amor entre dois homens. Trabalhando como empregada doméstica na casa de um engenheiro, vai acompanhando a descoberta do amor entre este e o seu jardineiro. Ambos muito homens, ambos muito masculinos, bonitos... uma história muito bem contada, sem cair na vulgaridade ou na afirmação de uma qualquer sexualidade. Na verdade, a sexualidade das personagens contadas nem importa muito na história...
A sexualidade da contadora... essa tem a sua graça, pois é um travesti. Veronete chamava-se Jair e é uma mulher num corpo (que mantém) de homem. Mas gosta de se vestir de mulher e sente como tal. Aliás, o texto faz referências ao corpo da mulher como só uma se lembraria de o fazer...
A interpretação de João Evaristo é genial. Na sua modéstia, disse que tudo se devia ao Paulo Moreira: «Eu sou só o boneco. Isto é tudo ideia do Paulo».
Não querendo minorar o trabalho do encenador (antes pelo contrário: excelente!), estar uma hora em cena, interpretando um monólogo, falado com pronúncia brasileira (o que dificulta a improvisação quando há uma «branca») e não se tornando ridículo, interagindo com o público, do alto de uns tacões, ... é obra de grande actor!
Estou com vontade de voltar à Sociedade Recreativa Olhanense no próximo fim-de-semana, só para ver tudo outra vez!
11 março 2007
Anacreonte - Frag. 395
Aqui vai um mimo, com cheiro a Alsbo Vanilla...
As minhas fontes já estão grisalhas
e a minha cabeça branca;
A fresca juventude já não está comigo,
Os meus dentes estão velhos
E já não me resta muito
tempo da doce vida ;
Por isso lamento-me com frequência,
receando o Tártaro: pois
as profundezas do Hades
são terríveis, e a descida para lá
é difícil; e também é certo que
quem desce não volta a subir.
10 março 2007
Construtores...
09 março 2007
Vistas para o mar...
Apesar dos Planos Directores Municipais, dos de Ordenamentos de Território, de regras para isto, regras para aquilo, o que mais se vê é o caos nas construções urbanas.











