13 agosto 2007

Ainda não é agora

Estou à espera que me mandem as fotografias que irão ilustrar o postal que tenho escrito sobre a peça.

11 agosto 2007

Festival de Teatro Clássico de Mérida

(foto daqui)

Hoje vou ver a Lisístrata, de Aristófanes, apresentado nesta LIII edição do Festival Teatro Clásico Mérida.
Diz no programa (versão portuguesa disponível online):

LISÍSTRATA (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
De 9 a 14 de Agosto
Homenagem ao dramaturgo Manuel Martínez Mediero, autor da versão
Director cénico: Antonio Corencia
Intérprete principal: Miriam Díaz-Aroca, Vicente Cuesta e Maria Kosti
Uma produção do Festival de Teatro Clássico de Mérida

Recordo esta notícia...
E depois conto como foi.

08 agosto 2007

Livros, livros, livros (4)



E aqui está mais um que deve ter graça:

Celebrity in Antiquity. From Media Tarts to Tabloid Queens. Um livro de Robert Garland, publicado pela Duckworth em 2006.
O autor refere na introdução que, há uns anos, 2/3 da população de uma Escola Secundária de Brooklyn responderam à pergunta «O que queres vir a ser?» com «Uma celebridade».
Ora, apesar de nem em latim ou grego existir um nome para celebridade («Greek approximations include axioma ('estimation'), charisma ('magnetic appeal', commomly bestowed by a god), doxa, ('repute'), epiphaneia ('renown'), kleos ('glory') [...]. Latin approximations include claritas ('renown'), gloria ('fame', especially that which results from military achievement), laus ('esteem', 'reputation') and popularitas ('popularity').»), o índice tem capítulos como «The Consummate Populist», «The Sports Star», «The Celebrity Guru», «The Showbiz Star», «The Sexually Liberated Female», entre outros.
Fiquei curiosa e vou encontrar um dia destes tempo para o ler.

07 agosto 2007

Sandokan O Tigre da Malásia - Agora é que é

Não sei como se faz para que o vídeo não desapareça quando escrevo a azul...

Sandokan , o Tigre da Malásia

Confesso: adorava ver isto. Era na época da Heidi e da Escrava Isaura... Antes tinha sido a Gabriela e eu tinha querido cortar o cabelo «à Malvina». Tem piada, recordar.

04 agosto 2007

Blogues em Livro

Entre o Sol e as Brumas colocou-me entre aqueles blogues que gostaria de ler em livro. Na verdade, e não é falsa modéstia, não me parece que a Senhora Sócrates em livro tivesse muita graça (o que não quer dizer que um livro da Senhora Sócrates não a tivesse).
Estes, eu gostava de folhear:


(foto daqui)
O epistolário do
André.
A ficção da
Marta.
As opiniões políticas (de polites - cidadão) do
Miguel Castelo-Branco.
Os devaneios do
Nuno.
As traduções de grego moderno da
Charlotte.
Os
delírios do António.
As conversas e os pensamentos catatónicos do
Ivar.
As fotografias do
JB.
O livro não anunciado do
Américo de Sousa.
A prosa quotidiana do
Zé Bandeira.
A e-scripta do
JS.
Os escritos do Miguel Ceia.

E mais, e mais, e mais, mas passavam os 12 pedidos...

03 agosto 2007

The Last Temptation of Christ - The script

(A pedido de várias famílias, aqui vai o excerto referido ontem)
Screenplay by Paul Schrader, based on a novel by Nikos Kazantzakis

PAUL

I used to be a sinner. The worst sinner. I did everything. Whored, drank, murdered. I killed anyone who violated the Law of Moses. Then, I was struck by a burning light and a voice called to me, 'Saul, why are you persecuting me? Why are you against me?' 'Who are you?' I said. 'Jesus,' the voice said, and he gave me my sight. I opened my eyes and I was baptized and became Paul. I bring the good news to every country.

Jesus comes closer, the Angel by his side.

PAUL

I bring this news. About Jesus of Nazareth. He wasn't the son of Mary, he was the son of God. His mother was a virgin. The angel Gabriel came to earth and put God's seed in her womb. That's how he was born. He took on our sins, he was tortured, crucified - but three days later he rose again and was taken up to heaven. Death was conquered, praise God! Death was conquered, sins were forgiven and the Kingdom of Heaven's now open to everyone.

Jesus can restrain himself no longer. He calls out:

JESUS
Did you ever see this resurrected Jesus of Nazareth? I mean, with your own eyes?

PAUL
No. But I saw a blinding flash of light and I heard his voice.

JESUS
You're a liar!

PAUL
His disciples saw him. They were hiding in an attic with the doors locked when suddenly he appeared. Only one, Thomas, wasn't convinced but he put his fingers in his wounds and gave Jesus some fish, which he ate.

JESUS
Liar!

(to people around him)
He's a liar!

Disgusted, Jesus turns and walks away. His angel follows. In the background, Paul comes after him. Jesus feels Paul's footsteps drawing closer. He's about to explode. Suddenly, he turns on his heel, grabs Paul by the shoulders and shakes him violently.

JESUS (continuing)
You're a liar! I'm Jesus of Nazareth. I was never crucified. I never came back from the dead. I'm a man like everyone else. Why are you spreading these lies?

ANGEL
Quiet.

PAUL
What are you talking about?

JESUS
I'm the son of Mary and Joseph, who preached in Galilee. James and John, the sons of Zebedee, were my disciples. We marched on Jerusalem, they brought me before Pilate, but God saved me.

Jesus' Angel doesn't like this conversation; he tugs violently at his sleeve. Jesus shoves him aside. Paul takes Jesus around a corner where they won't be seen.

PAUL
No he didn't!

JESUS
Now I live like a man. I have a family. I eat, work, have children. Do you understand what I'm saying? Don't go around the world spreading these lies about me. (shouts) Because, I'll tell everyone the truth.

Now it's Paul's turn to explode:
PAUL
Look around you! Look at these people. Do you see the suffering and unhappiness in this world? Their only hope is the Resurrected Jesus. I don't care whether you're Jesus or not. The Resurrected Jesus will save the world - that's what matters.

JESUS
The world can't be saved by lies.

PAUL
I created the truth. I make it out of longing and faith. I don't struggle to find truth -I build it. If it's necessary to crucify you to save the world, then I'll crucify you. And I'll resurrect you too, whether you like it or not.
JESUS
I won't let you. I'll tell everyone the truth.

PAUL
Shout all you want. Who'll believe you? You started all this, now it can't be stopped. The faithful will grab you and call you a blasphemer and throw you in a fire.

JESUS
No, that wouldn't happen.

PAUL
How do you know? You don't know how much people need God. You don't know what a joy it is to hold the cross, to put hope in the hearts of men, to suffer, to be killed - all for the sake of Christ. Jesus Christ. Jesus of Nazareth, Son of God. Messiah.

Jesus is listening intently now.

PAUL (continuing)
Not you. Not for your sake. (pause) I'm glad I met you. Now I can forget you. My Jesus is much more powerful.

Paul returns to the townsquare to preach. Jesus, exhausted, dazed, starts back toward his house. The Guardian Angel faithfully follows.

02 agosto 2007

Felizes os pobres de espírito

Instaste-me a comentar aqui o teu postal, caríssimo Miguel.
Sabes que gosto de te ler e das coisas que escreves e o meu comentário não será grande, até porque a última coisa de que tenho vontade é de discutir a existência de algum tipo de deus. É, de facto, um assunto que não me ocupa minimamente o espírito.
Sempre que se fala nisso lembro-me do filme A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese. Estive a ver se encontrava o guião e, ao lê-lo, fiquei contente por me lembrar bastante bem da parte que aqui queria referir: quando S. Paulo encontra Jesus e lhe diz que a fé que as pessoas têm é superior à própria existência daquele homem que diz ser Jesus, termina afirmando:
«I'm glad I met you. Now I can forget you. My Jesus is much more powerful.»

Quanto aos «pobres de espírito», «feeble minded» não é uma boa tradução. Essa é a tua tradução inglesa do texto português. Pode ter sido escrito originalmente em aramaico, mas o que possuímos são textos gregos. E aí está escrito: μακάροι οι πτωχοι τω πνεύματι (não sei fazer todos os acentos aqui) - felizes os pobres (pobres mesmo, miseráveis, pedintes) de espírito.
A interpretação tradicional segue este raciocínio: um pobre é o que não tem; se não tem, está vazio; se está vazio tem lugar, tem espaço. Espaço onde? No seu espírito. Para quê? Para perceber e receber Deus.
De resto, esta explicação em nada invalida o teu raciocínio. Apenas corrige que o Reino de Deus é para quem tem lugar para ele...
Beijinhos!

01 agosto 2007

Rosslyn Chapel

(imagem daqui)

Estive no Domingo, amiga, no local do qual me falaste, pela primeira vez, naquela tua sala de Chelsea. Era o teu amor pelas pedras que te fazia vibrar ao falares dos pedreiros portugueses que aí teriam trabalhado. Conversas longínquas... já lá vão quase 20 anos... um duende, o homem da caligrafia... conversas estranhas na minha memória.
Sempre quis ir ver a «tua» capela. Tive uma bela companhia, mas faltaram-nos as tuas explicações: fizeste falta para entender todos os pormenores, para usufruirmos do teu conhecimento e forma única de o expressar.
Vamos lá um dia juntas?

30 julho 2007

Livros, livros, livros (2)

Se gostaram daquele, leiam só a descrição deste:
«Tracing the social, political, and cultural influences that informed classical thinking about pity and superstition, nature and divine, Inventing Superstition exposes the manipulation of the label of superstition in arguments between Greek and Roman intellectuals on the one hand and Christians on the other, and the purposeful alteration of the idea by Neoplatonic philosophers and Christian apologists in late antiquity»

- Inventing Superstition - from the Hippocratics to the Christians, de Dale B. Martin, publicado em 2004 pela Harvard University Press.
Já comecei a ler e estou a gostar muito!
Empréstimos? Só é permitida leitura no local...

28 julho 2007

Livros, livros, livros

I'm affraid to say... it's 222,82 pounds...
A empregada da livraria estava surpreendida pelo valor gasto em livros. Eu andei a poupar para isso mesmo e estou muito contente com as minhas compras!

Vamos a um:
- Sanctuaries and the Sacred in Ancient Grek World, de John Pedley, publicado pela Cambridge University Press, em 2005. A descrição (e o cheirinho do que li antes de comprar) convenceu-me:
«This book explores the variety of ancient Greek sanctuaries - their settings, spaces, shapes, and structures - and the rituals associated with them, such as festivals and processions, sacrifice and libation, dining and drinking, prayer and offering, dance, initiation, consultation, and purification. (...)»

Como? Também queres? Está bem, eu depois deixo-te ler... mas não te empresto, senão, só o volto a ver se o for visitar a tua casa...

27 julho 2007

Jogos Florais

Ela: Podíamos chamar «Concurso de poesia»... mas não tem apenas poesia.... gostas de «Jogos Florais»? Não é foleiro?
Eu: Gosto. Acho que é uma forma antiga que transmite exactamente o que as palavras querem dizer no seu sentido mais original.
Ela: Sim?
Eu: Anthos, em grego, quer dizer flor. Encontras em palavras como crisântemo, por exemplo (chrysos - ouro + anthos). O verbo lego, em grego, quer dizer muita coisa. A mais comum é dizer, mas um dos sentidos mais antigos é escolher. Assim, uma Antologia é uma escolha de flores, isto é, das melhores composições de um determinado autor, de um determinado tema, etc.
Ela: Que giro!
Eu: Antologia é equivalente a Florilégio. Enquanto que aquela palavra vem do grego, esta vem do latim: flos, floris quer dizer flor e, de novo, o verbo lego, que em latim significa ler, mas também escolher.
Ela: Convenceste-me (risos). Vamos, então, manter «Jogos Florais»!

24 julho 2007

Problema técnico no blogue

Não sei o que se passa, mas só consigo escrever em html. Fiz um copy-paste do código para a cor azul, pois desapareceu-me a possibilidade de mudar a fonte e a cor da fonte.
Alguém sabe como se resolve isto?
Obrigada!

23 julho 2007

Memórias

Hoje faz anos o meu sobrinho João. Só João. Isto é, João e apelidos. Como eu um dia disse a uma tia: «Chama-se João apelidos.» «João Euclides? Onde foram desencantar esse nome?»
Jones, Jones Faria, João Pequenino, João Médio (esta é minha: João Grande era o meu irmão mais velho. Quando teve um filho, João Filipe, passou a ser o João Pequenino. Como este João já era o Pequenino, passei a referir-me a ele como João Médio. Confusos?)...
O meu João Faria vive para os lados de Aveiro e é músico. Sempre foi muito esperto e muito criativo.
Um dia, estávamos nós nas Caldas da Rainha (onde ele nasceu e viveu), deveria ter uns 4 ou 5 anos (e eu 15 ou 16), quando o Puto João diz: «Ó mãe, quero fazer xixi!»
Mãe? Enganara-se e eu apressei-me a corrigir, incomodada com a ideia que pensassem naquele estabelecimento comercial onde nos encontrávamos que eu já seria mãe de uma criança daquela idade:
«Mãe, não, tia. Sou tua tia.»
Não sei se percebeu o meu desconforto perante a ideia de ser mãe, mas a verdade é que fez um ar malandro e insistiu:
«És minha mãe, és! És minha mãe!»
«Não sou! Sou tia!»
«Mãe! Mãe! Mãe! Quero fazer xixi!»
Perante os olhares acusadores das pessoas, pensando, certamente, que me envergonhava de ter sido mãe adolescente, dando-me mais de 20 anos (essa parte não me incomodava - era giro ser considerada mais velha), lá o levei à casa de banho, onde ele fez o seu xixi, riu e disse-me: «Obrigada, tia Nininha».
Parabéns, Jones! Ainda não é desta que fazes 30!

A todos...

... os que me desejaram melhoras - a todos os que comentaram aqui; a todos os que telefonaram; a todos os que nem sabem que este blogue existe e foram visitar-me a casa; a todos os que teriam feito qualquer uma destas coisas se tivessem sabido (e vão lamentar-se por não ter vindo ao blogue, nem telefonado, nem visitado - Eheheheh) - agradeço o apoio (que foi tão ou mais importante do que possam ter imaginado), do fundo do coração.
As nódoas negras estão a ficar mais claras. A dor no pescoço limitada a certos movimentos. Só daqui a uns meses se poderá saber se houve consequências mais profundas, mas, por ora, estou bem.
OBRIGADA A TODOS!