16 outubro 2007
13 outubro 2007
Parabéns, Mãe!
A minha mãe faz anos hoje e vamos reunir a família. Deste núcleo, já não estamos todos, mas os que faltam estão connosco no coração.
As famílias são assim: crescem, multiplicam-se, uns vão, outros vêm.
Muitos beijinhos, Mãe!
11 outubro 2007
10 outubro 2007
Mais vale descoser que rasgar...
Há também a infelicidade, muitas vezes inevitável, de ter de renunciar a uma amizade.
(...)
Tais amizades devem, pois, ser diluídas pelo afroixamento da convivência, e, como ouvi a Catão dizer, mais devemos descosê-las do que rasgá-las.
(...)
Há que fazer todo o esforço por evitar que haja discórdia entre amigos; mas, se algum incidente desse tipo surgir, há que mostrar que as amizades mais se extinguiram do que foram violentamente esmagadas.
Cícero, A Amizade, 1993, INIC, Lisboa. Tradução de Sebastião Tavares de Pinho.
(à minha amiga, que muito é vista, mostrando-se muito pouco...)
09 outubro 2007
08 outubro 2007
Não ames com palavras...
Não ames com palavras, tendo noutro lado mente e coração,
se me amas e se fiel é a tua intenção.
Ama-me com mente pura, ou então rejeita-me
e odeia-me e opta pelo conflito aberto.
se me amas e se fiel é a tua intenção.
Ama-me com mente pura, ou então rejeita-me
e odeia-me e opta pelo conflito aberto.
06 outubro 2007
Sobre um sonho que hoje tive...
A ele deu resposta a sensata Penélope:
«Estrangeiro, sabes bem que os sonhos são impossíveis
e confusos; nem sempre tudo se cumpre entre os homens.
São dois os portões dos sonhos destituídos de vigor:
um é feito de chifre; o outro de marfim.
Os sonhos que passam pelos portões de marfim talhado
são nocivos e trazem palavras que nunca se cumprem.
Mas os que saem cá para fora dos portões de chifre polido,
esses trazem coisas verdadeiras, quando um mortal os vê.
Homero, Odisseia XIX, 560-567. Tradução de Frederico Lourenço para a Cotovia.
«Estrangeiro, sabes bem que os sonhos são impossíveis
e confusos; nem sempre tudo se cumpre entre os homens.
São dois os portões dos sonhos destituídos de vigor:
um é feito de chifre; o outro de marfim.
Os sonhos que passam pelos portões de marfim talhado
são nocivos e trazem palavras que nunca se cumprem.
Mas os que saem cá para fora dos portões de chifre polido,
esses trazem coisas verdadeiras, quando um mortal os vê.
Homero, Odisseia XIX, 560-567. Tradução de Frederico Lourenço para a Cotovia.
05 outubro 2007
04 outubro 2007
Dois anos é muito tempo...
Lembro-me muito dele. Quase todos os dias. Falávamos sobre isto, aquilo e aqueloutro. Discutíamos leituras e sentimentos. Tínhamos vidas tão diferentes e tão iguais.
Não é por fazer hoje dois anos que deixo aqui um dos seus poemas. É porque hoje me apetece. Porque hoje ele tem ocupado mais o meu espírito do que ontem. Não sei se também amanhã...
Hinos tardios
A BODY
This is a body disse
Em tom de aviso
E eu pensei que sabia
Da fragilidade da carne
Da força de certos medos
Fiz-me entendedor
De mil injustificados cuidados
Fazendo uso pois
Dos meus mais cuidadosos dedos
E afinal achei-me
perdido
num nunca mais acabar
de casas estreitas
Ah, no bairro do amor...
Tão labiríntico.
Ah, no baile do amor...
Animais mínimos somos sempre
E foi como insectos em nocturno ardor
que em cada botão se viram presos
de perfumes primaveris embriagados
os já ditos dedos. This is a body disse
E eu pensei que sabia
E afinal o aviso era
Só por aquilo que vestia.
Mais poemas aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e mais ligações para outros poemas.
03 outubro 2007
02 outubro 2007
Na adversidade...
(...) ingenium res adversae nudare solent, celare secundae.
(...) as situações adversas costumam desvendar o talento, as propícias costumam escondê-lo.
Horácio, Sátiras, II, 5. 73-74
01 outubro 2007
27 setembro 2007
«Disfarçar os defeitos»
A Arte de Amar, de Ovídio, está dividida em três livros, sendo os dois primeiros «dirigidos aos homens e o terceiro às mulheres. O primeiro visa, genericamente, ensinar o homem a seduzir a mulher; o segundo, a conservar o amor, depois de concluído, com êxito, o processo de sedução; o terceiro engloba o mesmo conjunto de ensinamentos, mas, desta feita, dirigidos à mulher.», diz Carlos André, autor da tradução publicada pela Cotovia.
Segue-se um excerto do livro III:
«Rara é a beleza que está livre de defeito; disfarça os defeitos
e, tanto quanto puderes, esconde as mazelas do teu corpo.
Se és pequena, senta-te, para, de pé, não pareceres sentada,
e estende-te, por pequena que sejas, no teu leito;
mesmo aí, para não poderem tirar-te a medida, quando estendida,
esconde os pés, lançando-lhes por cima o manto;
a que é delgada demais, vista roupa de pano grosso
e faça cair dos ombros um manto largueirão;
a que tem uma cor desmaiada traga no corpo riscados de púrpura;
se és morena em demasia, parte em busca da ajuda de tecidos de Faros;
o pé chato deve ficar sempre resguardado dentro de sapato branco e fino,
e pernas descarnadas não devem andar sem correias;
ficam bem pequenos chumaços em ombros altos;
à volta do peito raso deve sempre passar um corpete.
Deve acompanhar de gestos curtos tudo quanto disser aquela
que possui dedos gordos e unhas sujas;
a que tem mau hálito nunca fale em jejum
e guarde senpre distância do rosto do seu homem;
se tens dentes negros ou grandes ou tortos,
enorme é o teu prejuízo quando te rires.»
(261-280)
26 setembro 2007
25 setembro 2007
24 setembro 2007
Contra-senso (2)
Ao fugir do inimigo, Fânio matou-se a si próprio.
Isto, pergunto eu, não é uma loucura: para não morrer, morrer?
Isto, pergunto eu, não é uma loucura: para não morrer, morrer?
Marcial, Epigramas, Livro II, 80.
Tradução de José Luís Brandão para as Edições 70, em 2000, com introdução e notas de Cristina de Sousa Pimentel.
22 setembro 2007
Conselhos de Ovídio aos homens
Muitas vezes começa, porém, o fingidor a amar de verdade;
muitas vezes, aquilo que, no começo, simulara ser, veio a sê-lo mesmo.
Mais ainda por isso, ó mulheres, tornai-vos fáceis àqueles que fingem!
Há-de transformar-se em amor autêntico o que era, ainda agora, simulação.
É, então, hora de cativar o coração, sorrateiramente, com palavras meigas,
tal como a água corrente galga a ladeira da margem;
Não hesites em louvar-lhe o rosto, os cabelos
e os dedos esguios do pé delicado;
dá deleite, mesmo às mais castas, o pregão da sua beleza;
as donzelas cuidam da figura e ela dá-lhe prazer.
muitas vezes, aquilo que, no começo, simulara ser, veio a sê-lo mesmo.
Mais ainda por isso, ó mulheres, tornai-vos fáceis àqueles que fingem!
Há-de transformar-se em amor autêntico o que era, ainda agora, simulação.
É, então, hora de cativar o coração, sorrateiramente, com palavras meigas,
tal como a água corrente galga a ladeira da margem;
Não hesites em louvar-lhe o rosto, os cabelos
e os dedos esguios do pé delicado;
dá deleite, mesmo às mais castas, o pregão da sua beleza;
as donzelas cuidam da figura e ela dá-lhe prazer.
20 setembro 2007
Viciada? Eu?
Para os injustos e incompreensivos acusadores sem razão...
Vejam! Vejam como, afinal, não sou assim tãaaaao viciada!
51%How Addicted to Blogging Are You?
(Obrigada, André.)
Vejam! Vejam como, afinal, não sou assim tãaaaao viciada!
51%How Addicted to Blogging Are You?
(Obrigada, André.)
Mais flores!


A querida Sobe e Desce ofereceu-me tão simpaticamente estas flores, com a indicação de que eram das primeiras que tinha tirado. Lá no seu blogue tem muitas fotografias!
Muito obrigada!
19 setembro 2007
Adoro flores!
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