31 outubro 2007
Amigo (2)
mas quando está longe diz mal de ti,
tal homem não é bom companheiro nem amigo,
ele que diz coisas macias com a língua, mas pensa outras coisas.
Que eu tenha como amigo quem conheça o seu
companheiro e aguente o seu feitio, ainda que difícil,
como um irmão. E tu, ó amigo, põe estas coisas
no coração e um dia no futuro te lembrarás de mim.
28 outubro 2007
Página 161, parágrafo 5º (de novo)
27 outubro 2007
Livrarias em Roma
No tempo da República, os livreiros eram uns desgraçados que tinham de arranjar livros para copiar para os clientes, tendo para isso que recorrer a bibliotecas privadas, o que nem sempre era fácil.«procura Secundo, liberto do douto Lucense,
por trás do limiar do templo da Paz e do foro de Palas.»
(Fonte: Lionel Casson. Ver aqui)
24 outubro 2007
23 outubro 2007
22 outubro 2007
Fado da dúvida (sem dúvida)
Se já não te lembras como foi
Se já esqueceste o meu amor,
O amor que dei e que tirei,
Não queria lamentar depois.
Mas uma coisa é certa, eu sei.
Não tive nunca amor maior.
E ainda vivo o que te dei,
Ainda sei quanto te amei,
Ainda desejo o teu amor.
Não tenho esperança de te ver,
Não sei amor onde andarás.
Pergunto a todo o que te vê
E nunca sei como estás.
Agora diz-me o que farei
Com a lembrança deste amor.
Diz-me tu, que não sei,
Se voltarei ou não para ti,
Se ainda quero o que sonhei.
(Texto de Pedro Ayres de Magalhães, Madredeus, 2005)
21 outubro 2007
filósofo... ministro?
18 outubro 2007
bebida e comida não chegam...
16 outubro 2007
13 outubro 2007
Parabéns, Mãe!
A minha mãe faz anos hoje e vamos reunir a família. 11 outubro 2007
10 outubro 2007
Mais vale descoser que rasgar...
09 outubro 2007
08 outubro 2007
Não ames com palavras...
se me amas e se fiel é a tua intenção.
Ama-me com mente pura, ou então rejeita-me
e odeia-me e opta pelo conflito aberto.
06 outubro 2007
Sobre um sonho que hoje tive...
«Estrangeiro, sabes bem que os sonhos são impossíveis
e confusos; nem sempre tudo se cumpre entre os homens.
São dois os portões dos sonhos destituídos de vigor:
um é feito de chifre; o outro de marfim.
Os sonhos que passam pelos portões de marfim talhado
são nocivos e trazem palavras que nunca se cumprem.
Mas os que saem cá para fora dos portões de chifre polido,
esses trazem coisas verdadeiras, quando um mortal os vê.
Homero, Odisseia XIX, 560-567. Tradução de Frederico Lourenço para a Cotovia.
05 outubro 2007
04 outubro 2007
Dois anos é muito tempo...
Hinos tardios
A BODY
This is a body disse
Em tom de aviso
E eu pensei que sabia
Da fragilidade da carne
Da força de certos medos
Fiz-me entendedor
De mil injustificados cuidados
Fazendo uso pois
Dos meus mais cuidadosos dedos
E afinal achei-me
perdido
num nunca mais acabar
de casas estreitas
Ah, no bairro do amor...
Tão labiríntico.
Ah, no baile do amor...
Animais mínimos somos sempre
E foi como insectos em nocturno ardor
que em cada botão se viram presos
de perfumes primaveris embriagados
os já ditos dedos. This is a body disse
E eu pensei que sabia
E afinal o aviso era
Só por aquilo que vestia.
Mais poemas aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e mais ligações para outros poemas.
03 outubro 2007
02 outubro 2007
Na adversidade...
01 outubro 2007
27 setembro 2007
«Disfarçar os defeitos»
«Rara é a beleza que está livre de defeito; disfarça os defeitos
e, tanto quanto puderes, esconde as mazelas do teu corpo.
Se és pequena, senta-te, para, de pé, não pareceres sentada,
e estende-te, por pequena que sejas, no teu leito;
mesmo aí, para não poderem tirar-te a medida, quando estendida,
esconde os pés, lançando-lhes por cima o manto;
a que é delgada demais, vista roupa de pano grosso
e faça cair dos ombros um manto largueirão;
a que tem uma cor desmaiada traga no corpo riscados de púrpura;
se és morena em demasia, parte em busca da ajuda de tecidos de Faros;
o pé chato deve ficar sempre resguardado dentro de sapato branco e fino,
e pernas descarnadas não devem andar sem correias;
ficam bem pequenos chumaços em ombros altos;
à volta do peito raso deve sempre passar um corpete.
Deve acompanhar de gestos curtos tudo quanto disser aquela
que possui dedos gordos e unhas sujas;
a que tem mau hálito nunca fale em jejum
e guarde senpre distância do rosto do seu homem;
se tens dentes negros ou grandes ou tortos,
enorme é o teu prejuízo quando te rires.»
26 setembro 2007
25 setembro 2007
24 setembro 2007
Contra-senso (2)
Isto, pergunto eu, não é uma loucura: para não morrer, morrer?
22 setembro 2007
Conselhos de Ovídio aos homens
muitas vezes, aquilo que, no começo, simulara ser, veio a sê-lo mesmo.
Mais ainda por isso, ó mulheres, tornai-vos fáceis àqueles que fingem!
Há-de transformar-se em amor autêntico o que era, ainda agora, simulação.
É, então, hora de cativar o coração, sorrateiramente, com palavras meigas,
tal como a água corrente galga a ladeira da margem;
Não hesites em louvar-lhe o rosto, os cabelos
e os dedos esguios do pé delicado;
dá deleite, mesmo às mais castas, o pregão da sua beleza;
as donzelas cuidam da figura e ela dá-lhe prazer.
20 setembro 2007
Viciada? Eu?
Vejam! Vejam como, afinal, não sou assim tãaaaao viciada!
51%How Addicted to Blogging Are You?
(Obrigada, André.)
Mais flores!


19 setembro 2007
Adoro flores!
18 setembro 2007
Assim, é fácil aprender Latim!
Pode estar nesse dia e a essas horas na Universidade do Algarve?
Inscreva-se no Curso Livre de Latim Elementar!
E se não quiser certificado nem que a disciplina entre no seu curriculum, nem tem de pagar nada!
Esta disciplina está pensada para ser frequentada por qualquer pessoa interessada em conhecer como funciona a língua latina. Pretende ser uma unidade que não pressupõe necessariamente uma continuação, mas que fornecerá ferramentas para quem o quiser fazer.
Assim, iremos partir precisamente da etimologia de palavras que todos conhecemos para explicar a morfologia e a sintaxe da língua.
Serão focados aspectos culturais associados à vida quotidiana, principalmente a casa e a família, dado que se pretende fazer visitas a sítios arqueológicos que contenham «villae» (ruínas romanas de Milreu e de Cerro da Vila, p. ex.) e a espaços que possam ajudar a compreender o dia-a-dia dos romanos (Lapidário do Museu Municipal de Faro, p. ex.).
O recurso à música será um complemento, facultando o conhecimento de um latim ainda mais próximo de nós (ex.: Composições de Rodrigo Leão, de Carl Orff (Carmina Burana), de Mozart (Requiem), de Vivaldi (Stabat Mater).
Os textos analisados serão originais, recorrendo quer a autores clássicos, como Plínio ou Ovídio, quer a textos decorrentes da vida de todos os dias, como grafitti, quer a textos bíblicos de conhecimento geral, por fazerem parte da cultura judaico-cristã.
Assim, é fácil aprender Latim!
Nota: pode-se organizar um «fim-de-semana clássico», com uma visita a Mérida ou a Conímbriga.
17 setembro 2007
Harrius Potter
Admito, pronto! Admito!16 setembro 2007
Diálogo sobre o livre arbítrio
15 setembro 2007
Ainda (e finalmente) sobre a Lisístrata
Pelo exposto se torna óbvio que a função do poeta não é contar o que aconteceu mas aquilo que poderia acontecer, o que é possível, de acordo com o princípio da verosimilhança e da necessidade.
(1451a37)
não é de todo necessário cingirem-se a histórias (mitos, traduz o Eudoro de Sousa) tradicionais sobre que versam, geralmente as tragédias. Preocuparem-se com isso seria ridículo, pois mesmo as histórias conhecidas são conhecidas por poucas pessoas (já na altura...) e, no entanto, agradam igualmente a todos. De tudo isto resulta evidente que o poeta deve ser um construtor de enredos mais do que de versos, uma vez que é poeta devido à imitação e imita acções. (1451b27)
A cena passa-se em Esparta e não em Atenas. A heroína é rainha desta cidade e é ela quem encabeça a luta pelos direitos das mulheres, que pretendem a igualdade entre sexos e não uma superioridade em relação aos homens. No final é estrangulada pelo marido. Bem diferente da versão de Aristófanes.
1º escravo: Ah, não! Cerefólios para cima de mim, não!
14 setembro 2007
11 setembro 2007
1 ano de Blogue

....................
Que hei-de dizer mais?
Ahã? Se a blogosfera mudou a minha vida?
Claro! Se não mudasse é que era triste. Tudo o que fazemos muda sempre alguma coisa na nossa vida... «se a alma não é pequena», claro.
E estes novos amigos, estes espaços que visito e onde leio tanta coisa interessante, têm-me feito um bem imenso.
A todos os que aqui vieram durante este ano, muito obrigada pela vossa amizade e pelo vosso estímulo!
Beijinhos!
P.S. Só publico hoje este postal, porque estive sem net uns dias...
05 setembro 2007
A minha avó Stella...
Foi, talvez, a pessoa mais marcante na minha formação como mulher.
Quando a minha irmã se casou, pensei que ia ficar com o quarto só para mim, mas a avó mudou-se e, dos meus 10 aos 19 (quando morreu), partilhámos o espaço, os sentimentos, as conversas, as leituras... A ela devo ter começado a ler Eça de Queiroz, Júlio Diniz, Erico Veríssimo, entre outros, nas longas férias de Verão dos meus 10, 11 e 12 anos. Ajudou-me a esconder «O Crime do Padre Amaro» do meu pai. E sabia que nessa altura eu lia Zola e Balzac (sem preceber metade daquelas relações), ajudando-me e explicando-me muitas coisas.
Inteligente, culta, bonita, elegante (qualquer trapinho lhe ficava bem) e muito prendada. E não era só o piano e o francês. A minha avó sabia cozinhar na perfeição e era ela que fazia os meus pijamas (gostava de calção e top de alças, modelo que não havia para crianças).
E estava sempre a cantar pela casa toda, com uma voz linda.
Cantava músicas da sua terra e ensinava-mas.
Eu, pequenina e gorducha, lá ia desafinando, baboleando-me e acompanhando a letra com os gestos que ela me ensinava, fazendo rir as visitas da casa:
«Chiquita bacana lá da Martininica
Se veste com uma casca de banana nanica»
Sempre que não sei o que fazer, sempre que me falta um conselho adulto (sim, porque muitas vezes sinto-me pequenina, deitada na cama, à espera que me venha ajeitar os lençóis e me dê seus beijinhos coloridos, tal como os sonhos: beijinhos cor-de-rosa na cara, azuis na testa, verdes no nariz...), é nela que penso.
Tenho saudades da minha avó!
03 setembro 2007
Afinal, eles também usam este «recurso»...
Ovídio, Arte de Amar, I, 657-660
01 setembro 2007
receita romana: doce caseiro de tâmaras
(imagem daqui)(Pronto! Lá se vai a dieta!)
30 agosto 2007
28 agosto 2007
João Chora antes das 7 da manhã
26 agosto 2007
Livros, livros, livros (5)
Este foi mais um livro que comprei. Sempre me interessei pela vida que os gregos tinham e que transparecia em muitos textos literários e nas descobertas arqueológicas.Este livro saíu há 10 anos, em 1997, mas só agora o descobri... nem sempre se consegue estar em cima do acontecimento...
Aguço o apetite aos meus amigos com esta nota (por Richard W. Wilk) que encontrei na Amazon:
«Davidson focusses on consumption habits, and the morality of eating, drinking, and sex. It is both very revealing about the lives of the Greeks, and an absolutely key step in understanding the origins of modern styles of consumer culture. This is by far the most theoretically sophisticated thing written about consumption in prehistory - Davidson brings some of the best of modern consumption theory to bear, but never in a pedantic way. The text remains lively, fun, and enlightening. »
24 agosto 2007
20 agosto 2007
15 agosto 2007
Aristófanes versus Mediero
Durante o Festival de 2007, vai celebrar-se uma merecida homenagem a Manuel Martínez Mediero e, por tal motivo, encomendaram-lhe uma revisão da sua Lisístrata que, novamente, foi posta nas minhas mãos e que tratarei de servir com a admiração, a entrega e o carinho que em mim suscitam a obra e a pessoa de tão admirado autor extremenho.
É a mesma Lisístrata a de Aristófanes e a de Mediero? Sim e não. Ambos fustigam implacavelmente os vícios dos seus contemporâneos, a conversa política e filosófica e o belicismo. São ambos autores de talento extraordinário, apesar da tremenda crueldade dos seus escárnios. Em ambos existe uma profunda raiz de autêntica poesia. Ambos escrevem enamorados da paz e da justiça e há em ambos uma penetrante sabedoria vital.
A partir daí, como explicava em 1980 o respeitado crítico Teresiano Rodríguez, a diferença já é total: A Lisítrata de Aristófanes é ateniense; a de Mediero espartana; a Lisístrata de Aristófanes conduz as mulheres à tomada da sua própria cidade; a de Mediero embarca-as até Atenas e em seguida promove uma greve de sexo; a Lisístrata de Aristófanes pretende reter os homens, enquanto que a de Mediero pretende que a mulher deixe de ser um objecto. Para esta nova Lisístrata, a guerra é uma forma de opressão que é necessário abolir. A Lisístrata de Mediero não odeia os homens, mas sim pretende estabelecer entre homens e mulheres uma nova relação baseada não no poder do primeiro, mas na liberdade mútua.Do autor grego fica o título, que serve de ponto de partida: acabar com as guerras que sangram os países e deixam as mulheres na solidão e no abandono.»
13 agosto 2007
Ainda não é agora
11 agosto 2007
Festival de Teatro Clássico de Mérida
(foto daqui)Hoje vou ver a Lisístrata, de Aristófanes, apresentado nesta LIII edição do Festival Teatro Clásico Mérida.
Diz no programa (versão portuguesa disponível online):
LISÍSTRATA (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
De 9 a 14 de Agosto
Homenagem ao dramaturgo Manuel Martínez Mediero, autor da versão
Director cénico: Antonio Corencia
Intérprete principal: Miriam Díaz-Aroca, Vicente Cuesta e Maria Kosti
Uma produção do Festival de Teatro Clássico de Mérida
Recordo esta notícia...
E depois conto como foi.
10 agosto 2007
08 agosto 2007
Livros, livros, livros (4)

07 agosto 2007
Sandokan O Tigre da Malásia - Agora é que é
Não sei como se faz para que o vídeo não desapareça quando escrevo a azul...
Sandokan , o Tigre da Malásia
Confesso: adorava ver isto. Era na época da Heidi e da Escrava Isaura... Antes tinha sido a Gabriela e eu tinha querido cortar o cabelo «à Malvina». Tem piada, recordar.
05 agosto 2007
04 agosto 2007
Blogues em Livro
Estes, eu gostava de folhear:

A ficção da Marta.
As opiniões políticas (de polites - cidadão) do Miguel Castelo-Branco.
Os devaneios do Nuno.
As traduções de grego moderno da Charlotte.
Os delírios do António.
As conversas e os pensamentos catatónicos do Ivar.
As fotografias do JB.
O livro não anunciado do Américo de Sousa.
A prosa quotidiana do Zé Bandeira.
A e-scripta do JS.
Os escritos do Miguel Ceia.
E mais, e mais, e mais, mas passavam os 12 pedidos...
03 agosto 2007
The Last Temptation of Christ - The script
PAUL
I used to be a sinner. The worst sinner. I did everything. Whored, drank, murdered. I killed anyone who violated the Law of Moses. Then, I was struck by a burning light and a voice called to me, 'Saul, why are you persecuting me? Why are you against me?' 'Who are you?' I said. 'Jesus,' the voice said, and he gave me my sight. I opened my eyes and I was baptized and became Paul. I bring the good news to every country.
Jesus comes closer, the Angel by his side.
PAUL
I bring this news. About Jesus of Nazareth. He wasn't the son of Mary, he was the son of God. His mother was a virgin. The angel Gabriel came to earth and put God's seed in her womb. That's how he was born. He took on our sins, he was tortured, crucified - but three days later he rose again and was taken up to heaven. Death was conquered, praise God! Death was conquered, sins were forgiven and the Kingdom of Heaven's now open to everyone.
Jesus can restrain himself no longer. He calls out:
02 agosto 2007
Felizes os pobres de espírito
01 agosto 2007
Rosslyn Chapel
31 julho 2007
30 julho 2007
Livros, livros, livros (2)
- Inventing Superstition - from the Hippocratics to the Christians, de Dale B. Martin, publicado em 2004 pela Harvard University Press.Já comecei a ler e estou a gostar muito!
Empréstimos? Só é permitida leitura no local...
28 julho 2007
Livros, livros, livros
A empregada da livraria estava surpreendida pelo valor gasto em livros. Eu andei a poupar para isso mesmo e estou muito contente com as minhas compras!
Vamos a um:

- Sanctuaries and the Sacred in Ancient Grek World, de John Pedley, publicado pela Cambridge University Press, em 2005. A descrição (e o cheirinho do que li antes de comprar) convenceu-me:
27 julho 2007
Jogos Florais
Eu: Gosto. Acho que é uma forma antiga que transmite exactamente o que as palavras querem dizer no seu sentido mais original.
Ela: Sim?
Eu: Anthos, em grego, quer dizer flor. Encontras em palavras como crisântemo, por exemplo (chrysos - ouro + anthos). O verbo lego, em grego, quer dizer muita coisa. A mais comum é dizer, mas um dos sentidos mais antigos é escolher. Assim, uma Antologia é uma escolha de flores, isto é, das melhores composições de um determinado autor, de um determinado tema, etc.
Ela: Que giro!
Eu: Antologia é equivalente a Florilégio. Enquanto que aquela palavra vem do grego, esta vem do latim: flos, floris quer dizer flor e, de novo, o verbo lego, que em latim significa ler, mas também escolher.
Ela: Convenceste-me (risos). Vamos, então, manter «Jogos Florais»!
25 julho 2007
Ontem foi o dia da Taberna...
24 julho 2007
Problema técnico no blogue
Alguém sabe como se resolve isto?
Obrigada!
23 julho 2007
Memórias
Jones, Jones Faria, João Pequenino, João Médio (esta é minha: João Grande era o meu irmão mais velho. Quando teve um filho, João Filipe, passou a ser o João Pequenino. Como este João já era o Pequenino, passei a referir-me a ele como João Médio. Confusos?)...
O meu João Faria vive para os lados de Aveiro e é músico. Sempre foi muito esperto e muito criativo.
Um dia, estávamos nós nas Caldas da Rainha (onde ele nasceu e viveu), deveria ter uns 4 ou 5 anos (e eu 15 ou 16), quando o Puto João diz: «Ó mãe, quero fazer xixi!»
Mãe? Enganara-se e eu apressei-me a corrigir, incomodada com a ideia que pensassem naquele estabelecimento comercial onde nos encontrávamos que eu já seria mãe de uma criança daquela idade:
«Mãe, não, tia. Sou tua tia.»
Não sei se percebeu o meu desconforto perante a ideia de ser mãe, mas a verdade é que fez um ar malandro e insistiu:
«És minha mãe, és! És minha mãe!»
«Não sou! Sou tia!»
«Mãe! Mãe! Mãe! Quero fazer xixi!»
Perante os olhares acusadores das pessoas, pensando, certamente, que me envergonhava de ter sido mãe adolescente, dando-me mais de 20 anos (essa parte não me incomodava - era giro ser considerada mais velha), lá o levei à casa de banho, onde ele fez o seu xixi, riu e disse-me: «Obrigada, tia Nininha».
Parabéns, Jones! Ainda não é desta que fazes 30!
A todos...
As nódoas negras estão a ficar mais claras. A dor no pescoço limitada a certos movimentos. Só daqui a uns meses se poderá saber se houve consequências mais profundas, mas, por ora, estou bem.
OBRIGADA A TODOS!
16 julho 2007
Estar vivo é o contrário de estar morto
13 julho 2007
Nota personalíssima
11 julho 2007
Nota pessoal
10 julho 2007
Dafne e Apolo
Febo está apaixonado. Ao ver Dafne, quer unir-se a ela. (…)
ela afasta-se, mais célere do que a leve brisa,
E não se detém às palavras do deus, que a chama : «Ninfa, rogo-te,
filha de Peneu, espera! Não te sigo como inimigo, espera, ninfa! (…)»
Febo vai falando, enquanto a filha de Peneu, assustada,
prossegue a sua corrida e o deixa a falar sozinho.
E ainda então lhe parecia bela. O vento desnudava-lhe o corpo (…)
Uma leve brisa repuxava-lhe os cabelos para as costas. (…)
O perseguidor, levado pelas asas do amor, é mais rápido, recusa o cansaço,
está já sobre a fugitiva, aspira-lhe o cabelo caído pelas costas.
Consumidas as forças, ela empalidece. Vencida pela canseira
de tão veloz fuga, olhando as águas do Peneu, grita: «Pai! Socorro!
Se é que vós, os rios, tendes algum poder divino, destrói
e transforma esta aparência pela qual agradei tanto.»
Mal havia acabado a prece, invade-lhe os membros pesado torpor,
seu elegante seio é envolvido numa fina casca, cresce-lhe a ramagem
no lugar dos cabelos e ramos no lugar dos braços. (…)
E Febo ainda a ama. Pousando-lhe no tronco a mão,
sente ainda o palpitar do coração sob a nova casca. (…)
Diz-lhe o deus: «Já que não podes ser minha mulher,
serás certamente a minha árvore. Estarás sempre, loureiro,
na minha cabeleira, na minha cítara e na minha aljava.
Acompanharás os generais do Lácio, quando alegres vozes entoarem
cantos de triunfo e o Capitólio vir à sua frente os longos cortejos (…).
Como a minha cabeça, de cabelos intonsos, mantém a juventude,
mantém tu também a glória de uma folhagem permanente.»
Ovídio, Metamorfoses, Livro I, 491-565. Tradução de Domingos Lucas Dias para a Vega, em 2006.
















