Odisseia, de Andrei Konchalovsky22 fevereiro 2008
Odisseia - resumo (verdadeiro!)
Odisseia, de Andrei Konchalovsky20 fevereiro 2008
Madame Bovary - resumo
17 fevereiro 2008
13 fevereiro 2008
Logopoioi - os fazedores de discursos
[1]- o que participa de duas coisas, uma composta de bem e outra de mal, é inferior a uma e superior a outra;
[2]- o que participa de dois bens com fins diferentes é inferior a ambos;
[3]- o que que participa de dois males com fins diferentes, é superior a cada um desses males.
Depois desta generalização Sócrates passa à aplicação ao caso que analisa:
1- se a filosofia e a prática política são bens com fins diferentes, então os logógrafos são inferiores a ambas (cf.supra [2]);
2- se a filosofia e a prática política são um bem e um mal, então estes homens «são superiores a uma e inferiores a outra» (cf. supra [1]);
3- se a filosofia e a prática política são ambas males, então o logógrafo é superior a ambas.
Como esta terceira possibilidade é logo inviabilizada, Sócrates conclui que os construtores de discursos «são inferiores às duas» naquilo em que cada uma se distingue.
11 fevereiro 2008
Os Lusíadas - resumo
10 fevereiro 2008
Já não me lembrava!

09 fevereiro 2008
08 fevereiro 2008
Novo Testamento - resumo
(versão audio, para quem não tem tempo)07 fevereiro 2008
Hamlet - resumo
William Shakespeare, Hamlet (qualquer edição).04 fevereiro 2008
Guerra e Paz - resumo
02 fevereiro 2008
Cataloguices
01 fevereiro 2008
Em busca do tempo perdido - resumo
Mandaram-me o resumo de alguns livros. Para quem tem falta de tempo, aqui ficam as linhas gerais...31 janeiro 2008
Auriga (à descoberta - VI)
(http://www.ancient-greece.org/art/chiarioteer.html)De em ti mesmo celebrares a ordem natural do divino
O número imanente.
30 janeiro 2008
29 janeiro 2008
28 janeiro 2008
Auriga (à descoberta - III)
27 janeiro 2008
26 janeiro 2008
25 janeiro 2008
O Auriga
Mostra a pura nudez do teu estar na terra.
A longa túnica em seu recto cair diz o austero
Aprumo de prumo da tua juventude
O pulso fino a concisa mão divina dizem
O pensamento rápido e subtil como Athena
E a vontade sensível e serena:
A ti mesmo te guias como a teus cavalos
Os beiços de seiva inchados como fruto
Dizem o teu amor da vida extasiado e grave
E sob as pestanas de bronze nos olhos de esmalte e de ónix
Fita-nos a tua paixão tranquila
O teu projecto
De em ti mesmo celebrares a ordem natural do divino
O número imanente.
21 janeiro 2008
17 janeiro 2008
O que os deuses deram aos homens
(www.hellenic-art.com/statues/ephibosantik.jpg)
Os homens não são meros residentes e habitantes da Terra, são sim como que quase os espectadores das regiões de cima e das coisas celestes (...).
(http://www.livius.org/ei-er/emperors/philippus_arabs.jpg)
Os sentidos, interpretes e mensageiros das coisas, foram criados e colocados na cabeça, como se de uma cidadela se tratasse, para assim cumprirem as funções que sejam necessárias.
( http://www.bluffton.edu/~sullivanm/italy/rome/capitolinemuseumone/constantinebronze.html)
Os olhos, na qualidade de observadores, ocupam o lugar mais elevado, para assim poderem ver mais coisas e melhor cumprirem a sua função.
(http://www.bluffton.edu/~sullivanm/italy/rome/capitolinemuseumone/constantinebronze.html)Os ouvidos, cuja função é captar o som, foram não sem razão colocados na parte mais alta do corpo, pois a natureza leva o som sempre para cima.

O nariz, por seu turno, posto que também o cheiro vem sempre para cima, foi correctamente posto numa parte superior do corpo (...).
(Greek Statue, Metropolitan Museum of Art, New York City)
Já o paladar, cuja função é sentir aquilo que comemos, está naquela parte da boca onde a natureza abriu um caminho para a comida e bebida.
O tacto, por seu turno, está distribuído uniformemente por todo o corpo.
Cícero, Da Natureza dos Deuses, Vega, 2004. Tradução de Pedro Braga Falcão.
14 janeiro 2008
Hesíodo aconselha:
desde que se ponha, recorda-o, e até que surja
não deves urinar na via ou ao lado dela, ao caminhar,
nem se estiveres nu. As noites pertencem aos Bem-Aventurados.
Sentado o faz um homem piedoso, que conhece a prudência,
ou enconstado a um muro de um pátio recolhido.
[Foi aqui que eles aprenderam...]
(...)
Nunca urines na foz dos rios que deslizam para o mar,
nem nas fontes deves urinar, mas de todo evitar tal coisa;
nem deves defecar nunca; tal não é vantajoso para ti.
[isto não aprenderam, pelo que se depreende pelas descargas de esgotos...]
10 janeiro 2008
«Floripes ou a morte de um mito»

(Veja um pouco do filme aqui)
08 janeiro 2008
Evolução semântica
02 janeiro 2008
O segundo dia do ano
Hoje era o dia em que me levava pela mão à estação de comboios para vermos passar o homem que tinha tantos olhos quantos dias tinha o ano...
E eu, de memória curta, lá ia, entusiasmada tentar ver essa proeza.
Mais tarde, acompanhei-o nessa aventura, levando os meu sobrinhos pela mão.
O meu pai tinha coisas tão engraçadas!
(publicado também na Taberna)
31 dezembro 2007
Último postal do ano - a qualidade da alma
Séneca, Cartas a Lucílio, 61 (sempre a mesma edição).
28 dezembro 2007
Quero... não quero...
Queria receber:
- a minha casa prontinha a habitar;
- muitos mimos;
- um computador que nunca desse problemas, que não necessitasse de actualizar nada e que se ligasse automaticamente à internet, da mais veloz que houvesse.
Não queria receber:
- CD's do Zé Cabra, da Ágata, do Emanuel, da Ffllorlibbella (nunca sei que consoantes é que o nome dela dobra) ...
- falsos amigos (já me bastam os linguísticos!)
- um mau livro!
Ó grandes deuses, que livreco horroroso e execrável,
que tu próprio, evidentemente,
enviaste ao teu amigo Catulo,
nas Saturnais, no melhor dia,
para que ele morresse logo nesse dia.
Catulo, Carmina XIV, vv. 12-14
26 dezembro 2007
Muitos prodígios há; porém nenhum maior do que o homem
O que aqui lhe deixo não se lhe compara, mas é com boa vontade. Uma proposta, em Português, para o seu último postal.
Muitos prodígios há; porém nenhum maior do que o homem (1).
Este, com o tempestuoso vento do Sul, avança para lá do mar cinzento
e ultrapassa as grossas vagas que rugem à sua volta.
E cansa a infatigável Terra imortal,
a mais poderosa das divindades,
revolvendo-a com a raça dos cavalos,
de um lado para o outro com as charruas, ano após ano.
O homem muito hábil, enlaça a tribo de aves de voo ligeiro,
e leva, em redes bem tecidas a raça de animais selvagens e marinhos;
domina, com invenções engenhosas,
os animais dos campos que andam no mato;
e o cavalo de longas crinas é levado pelo jugo que lhe envolve o pescoço,
tal como o indomável touro montanhês.
Aprendeu a linguagem e o pensamento ágil,
os costumes civilizados,
e, pleno de expedientes,
aprendeu a fugir do gelo
e dos ataques da chuva importuna nos lugares descobertos
e que tornam difícil a permanência ao ar livre.
Não avança no futuro sem recursos.
Apenas ao Hades não poderá fugir;
no entanto, meditou com outros o modo de escapar
a doenças para as quais não havia recurso.
O saber engenhoso da sua habilidade inesperada pende
umas vezes para o mal, outras para o bem;
ocupa um lugar cimeiro na cidade,
confundindo as leis da terra e a justiça dos deuses,
confirmada por um juramento;
é indigno de viver na cidade se o mal se associa a ele,
devido à sua audácia.
Que não se sente no meu lar quem assim for nem seja meu amigo o que pratica tais acções!
Sófocles, Antígona, vv. 332-375
(1) A tradução deste passo é minha, se bem que a versão para Português do primeiro verso pertença a Maria Helena da Rocha Pereira, na sua edição da FCG.
25 dezembro 2007
...paulo maiora canamus.
E, precisamente durante o teu consulado, Polião, chegará
a glória de uma época, e os grandes meses começarão a avançar;
Sob a tua direcção, se permanecem alguns vestígios dos nossos crimes,
anulados, libertarão as terras do terror perpétuo.
Essa criança terá a vida dos deuses e verá
os heróis misturados com as divindades e ele próprio será visto por elas
e irá governar um mundo pacificado com as virtudes do seu pai.
Vergílio, Bucólica IV, vv. 11-15
24 dezembro 2007
Sicelides Musae...
Os arvoredos e as pequenas tamargueiras não agradam a todos;
Se cantamos as florestas, que as florestas sejam dignas de um cônsul.Já está a chegar a última era da profecia de Cumas;
a grande ordem dos séculos nasce, de novo.
Já está a regressar a Virgem, regressam os reinos de Saturno,
já uma nova descendência é enviada do alto céu.
Tu, casta Lucina, favorece a criança que está quase a nascer,
Pela qual, primeiro, terminará a geração de ferro,
e surgirá em todo o mundo a era de ouro; o teu Apolo já reina.
Vergílio, Bucólica IV, vv. 1-10
Boas Festas!
Se «isto» se portar bem hoje, ainda publico um postalinho mais logo.
20 dezembro 2007
multa de respeito

19 dezembro 2007
Abaixo a censura!
16 dezembro 2007
Diana e Minerva
12 dezembro 2007
De libera voluntate
07 dezembro 2007
Kalevala - tradução do original
Depois de dizer muitas vezes "Obrigado, senhor Lönnrot, obrigado!", o Reboliço desabafa: era um grande mal agradecido, esse Lönnrot, é o que era! Quantas vezes os heróis trabalham, labutam, lutam, laboram, conseguem os feitos, só para o romântico médico lhes rematar as falas com um "Louve-se Deus." Nestes versos, o herói maior, Väinämöinen, ferido com um machado no joelho, contorce-se com dores e recebe, finalmente, a ajuda de um velho deitado ao lume:
"O velho expulsou a dor,
o sofrimento empurrou
para o meio de Kipumäki,
para o pico de Kipuvuori,
para dar a dor às pedras,
entregar à rocha a dor."
(Canto IX, vv. 523-528)
Pois não querem lá ver a resposta do herói, depois de o sangue estancar?
"Bendito sejas, ó Deus,
bendito, Criador único,
que a mim tanto ajudaste,
me trouxeste protecção
a mim nestas grandes dores,
do férreo aço a ferir!”
(Canto IX, vv. 571-576)
Assim, não dá!...
(Elias Lönnrot foi o médico que, entre 1833 e 1853, viajou pela Carélia e reuniu cantos, rezas e lengalengas populares, que haveria de publicar como cancioneiros e como a epopeia Kalevala. Nesta, compôs uma história a partir de várias camadas de histórias, passadas oralmente, de geração em geração. Um dos debates literários mais prolixos ainda hoje na Finlândia prende-se com saber em que medida o compilador foi ou não autor dos versos, isto é, terá interferido na construção das narrativas, nomeadamente no que a atitudes religiosas diz respeito. Um dado é certo: há muitos momentos de incongruências narrativas, e os versos acima dão conta de uma apenas.)
05 dezembro 2007
ΜΕΤΑΦΟΡAΣ... ΜΕΤΑΦΟΡΕΣ

04 dezembro 2007
Paciente, passos, paixão...

É seu cognato o nome paixão (passio, passionis - a paixão de Cristo, por exemplo, é a expressão do seu sofrimento) ou passos, na expressão Senhor dos Passos. Não se chama assim à imagem de Cristo que passeia ou que dá passos (pois assim seria do nome latino passus, passus), mas sim ao Cristo que sofre, dado que passus, passa, passum é o particípio passado do mesmo verbo patior.
Petição
Se estiverem de acordo, assinem.
http://www.petitiononline.com/acor1990/petition.html
30 novembro 2007
28 novembro 2007
25 novembro 2007
Aliki Kagialoglou
Aliki Kagialoglou (neste link vão ter de baixar várias vezes até encontrar as três referências a esta artista) está a preparar um CD com fados portugueses e declamação da Ode Marítima de Álvaro de Campos.Mandinia, Mandinia...
Não estava nada a ver o que seria...
«Mandinia, Mandinia... Como se escreve?», perguntei, para dar tempo e disfarçar a minha ignorância.
E ele mostrou-me.
«Ah! Mantineia! Claro!!»
Vou lá agora!
24 novembro 2007
Mitos, medos, brios...
Dizem que sim, que correu bem.E cá a Xantipa já está triste por se aproximar o dia da partida. Também gostou muito de rever a sua velha pólis.
Amanhã vai ao Peloponeso, a Tripoli.


21 novembro 2007
Atenas, 9 anos depois


Numa livraria vejo que a Mariza canta no dia em que parto.
20 novembro 2007
Viagem à Grécia
19 novembro 2007
Roliça e Vimeiro

12 novembro 2007
Do amor
(Foto minha. Rodin - Eros e Psyche - Ermitage - S. Petersburgo)O amor não tem uma natureza simples, bela ou feia em si mesma: é belo, se realizado com beleza, e feio, se realizado com vileza.
Vileza é quando se concede uma afeição indigna a um homem indigno; e nobreza, quando se concede uma feição digna a um homem de bem. E por indigno entendemos justamente esse amante popular, que prefere o amor do corpo ao amor da alma, e não guarda constância porque o objecto a que se prende não é também constante [...].
Pelo contrário, aquele que ama alguém pela beleza do seu carácter, esse permanece fiel pela vida fora, porque se funde com o que é constante.
Discurso de Pausânias no Banquete de Platão. Tradução de Maria Teresa Schiappa de Azevedo para as Edições 70.


(imagem daqui)












