Esta carta (78) é parte desta .
18 maio 2008
Carta a mim
Esta carta (78) é parte desta .
17 maio 2008
menina levada
Uma Palmada Bem Dada
É a menina manhosa
Que não gosta da rosa,
Que não quer a borboleta
Porque é amarela e preta,
Que não quer maçã nem pêra
Porque tem gosto de cera,
Que não toma leite
Porque lhe parece azeite,
Que mingau não toma
Porque é mesmo goma,
Que não almoça nem janta
porque cansa a garganta,
Que tem medo do gato
E também do rato,
E também do cão
E também do ladrão,
Que não calça meia
Porque dentro tem areia
Que não toma banho frio
Porque sente arrepio,
Que não toma banho quente
Porque calor sente
Que a unha não corta
Porque fica sempre torta,
Que não escova os dentes
Porque ficam dormentes
Que não quer dormir cedo
Porque sente imenso medo,
Que também tarde não dorme
Porque sente um medo enorme,
Que não quer festa nem beijo,
Nem doce nem queijo.
Ó menina levada,
Quer uma palmada?
Uma palmada bem dada
Para quem não quer nada!
16 maio 2008
vedor de palavras
15 maio 2008
Água, Cão, Cavalo, Cabeça
Este é o livro que apresentarei amanhã, na Biblioteca Municipal de Albufeira, em mais uma sessão do 3º Ciclo de Leituras. Até lá!
14 maio 2008
Chove
Mas isso que importa!
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?
Chove...
Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.
(José Gomes Ferreira)
13 maio 2008
palavras de enamorado
Porque tu podes perfumar o próprio perfume.
12 maio 2008
vita brevis
Para os infelizes, uma só noite é infindável.
Do Mundo Grego Outro Sol. Antologia Palatina e Antologia de Planudes. Trad. de Albano Martins para as Edições ASA em 2002. Mais aqui e aqui.
11 maio 2008
10 maio 2008
«Transforma-se o amador na cousa amada»
09 maio 2008
Casa de Octávio César Augusto
Abriu ao público a casa de Augusto, construída no monte Palatino, em 36 a.C., portanto, antes de vir a ser o primeiro imperador de Roma. Ler a notícia completa aqui.
08 maio 2008
aproveita a juventude
(...)
Liberta da amargura a tua juventude. Vamos, escolhe agora o teu rumo.
Afrouxa as rédeas. Não deixes que te escapem os melhores
dias da tua vida. (...)
a alegria fica bem ao jovem, um semblante grave a quem é velho.
(fala da Ama a tentar convencer Hipólito a abandonar a sua opção pela castidade)
Séneca, Fedra, vv.446-453, Ed.70, 2003. Trad. de Ana Alexandra Alves de Sousa
07 maio 2008
louvor da modéstia
e rica, quem é que o pode negar?
Mas, Fabula, quando te louvas demais,
nem és rica, nem bela, nem donzela.
Marcial, Epigramas, I, 64. Tradução de José Luís Brandão para as Edições 70.
05 maio 2008
04 maio 2008
Jazz café
Segue-se um concerto com Lena d'Água e John Bigfoot acompanhado à guitarra por Tahina.
30 abril 2008
Carvalhal... e peras!
29 abril 2008
28 abril 2008
«E se, um dia, alguém se lembrar de o premiar?»

27 abril 2008
24 abril 2008
Onde vai estar no 25 de Abril?
CARVALHAL … e peras! - Viagens por memórias e paisagens é um livro que nasceu da ideia da fotógrafa e artista plástica Agneta Bjorkman, que durante 12 anos residiu na freguesia do Carvalhal (Bombarral). A sua intenção foi deixar como herança à freguesia que a acolheu, uma obra que prevaleça no tempo. Convidou a antropóloga Teresa Perdigão para a acompanhar nas suas muitas viagens pelo sítio e para os imensos contactos com as pessoas, e para escrever os textos. Estas viagens decorreram ao longo das quatro estações do ano de 2007 que ilustram os quatro capítulos do livro.
(da informação à imprensa)
Este livro permite muitas leituras:
«Quem quiser usá-lo como roteiro turístico da freguesia, dele fará bom proveito: não faltam referências a restaurantes, cafés, locais de lazer domingueiros ou sazonais, actividades agrícolas, paisagens, gentes, músicas.
Quem quiser usá-lo para consulta histórica lerá com prazer a súmula dos proprietários da Torre, a história da banda ou a evolução dos moinhos.
Quem quiser conhecer as festas poderá saber quando são os círios, pedir pelo pão-por-Deus, dançar nas associações ou no Musicoeste.
Quem gostar do sabor da linguagem pode enriquecer aqui o seu vocabulário, ouvindo «deitar as loas» no altar, acompanhando o «arrelvamento» dos trevos, ou a «surriba», que revolve a terra.
Quem quiser encontrar valores humanos, muitos são os nomes que ali se destacam, desde os animadores das colectividades, aos cheios de espírito de iniciativa, que levaram à realização de sonhos, como a compra de um novo sino para uma Igreja.
(…)
E, entre tantas outras possibilidades, quem apenas pretender um momento de literatura, aqui o tem.
O Carvalhal é, de facto, uma terra… e peras!»
(do prefácio)

22 abril 2008
(Grand) Father Clock
Faria hoje 95 anos.



