O colóquio em Coimbra foi muito interessante, principalmente pela interdisciplinaridade. Achei curioso que quase todas as comunicações tivessem sido apresentadas com uma certa dose de humor. Foi agradável ver sorrir ou mesmo rir uma audiência acostumada a abordagens mais sisudas. Ali se provou que o riso e o siso não são necessariamente inversamente proporcionais.
Não vou resumir o que foi dito, pois isso está aqui. Vou apenas destacar a intervenção de João Nuno Corrêa Cardoso, presidente do Conselho Pedagógico (CP) da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, lugar privilegiado para este linguista conseguir alguns dos exemplos que usa na sua investigação, dado que por baixo da janela do gabinete CP reúnem-se muitos alunos, sendo as conversas que ouve um manancial de informações.
De ar sério, apoiado por divertidas folhas soltas ou estrategicamente dispostas na mesa, apresentou, sem ler, a sua investigação sobre tabuísmos.
Muito interessante e arrojado, pelo desafio que apresenta. Fiquei a saber que «vai badamerda» provém de um castigo medieval que mandava «lamber da merda». A nossa tendência para a economia da língua deu depois naquilo.
Acho que o mesmo já está a acontecer com o «'da-se», que daqui a uns tempos se escreverá «dasse» e ninguém saberá o que era originalmente, podendo ser usado em quase todos os contextos, como hoje acontece com «chatice».
Os investigadores de Coimbra não páram de me surpreender.
De ar sério, apoiado por divertidas folhas soltas ou estrategicamente dispostas na mesa, apresentou, sem ler, a sua investigação sobre tabuísmos.
Muito interessante e arrojado, pelo desafio que apresenta. Fiquei a saber que «vai badamerda» provém de um castigo medieval que mandava «lamber da merda». A nossa tendência para a economia da língua deu depois naquilo.
Acho que o mesmo já está a acontecer com o «'da-se», que daqui a uns tempos se escreverá «dasse» e ninguém saberá o que era originalmente, podendo ser usado em quase todos os contextos, como hoje acontece com «chatice».
Os investigadores de Coimbra não páram de me surpreender.







