se alguém está presente jorram lágrimas de encomenda.
Não sente o luto, Gélia, quem procura ser louvado.
Sente dor verdadeira quem, sem audiência, sente dor.
Já falei aqui dela, mas agora que tem um blogue, espero que também a acompanhem. Não sei se vai continuar a escrever em O nascer do Sol, onde tem uma etiqueta só dela, mas serei leitora de tudo o que faz na sua Rua da Abadia.
Fui ontem assistir ao segundo concerto do II Festival de Órgão, na sé de Faro, com Antoine Sibertin-Blanc, numa organização da Associação Cultural Música XXI. Foram cerca de 50 minutos muito bonitos (passaram tão depressa!) de música muito vívida e tocada com muita perícia. Há muitos anos ouvi ali João Vaz (que espero poder voltar a ouvir para a semana).
O blogue “Paixões e Desejos”, de Paula e Rui Lima, nomeou o “Senhora Sócrates” com o “Brilhante Weblog”. Agradeço-lhes a simpatia. Aceito sempre os prémios que me entregam, pois comove-me o facto de se lembrarem de mim e desta ágora. Os mortos vão devagar
É-lhes árdua a subida.
Não há pressas p’ra chegar
Foi difícil a partida
Sobem paulatinamente
Descem muito devagar
Fazem tudo lentamente
É dormente o seu andar.
O tempo não acabou
Não há passos de corrida
Em círculos sempre se andou:
A vida não tem saída.
O adeus é um momento
Que temos de partilhar:
Para nós, o sofrimento,
Aos mortos resta o vagar.
Foi difícil a partida
É dormente o seu andar.
A vida não tem saída.
Aos mortos resta o vagar.
Informações sobre o Prémio Dardos
Quem recebe o “Prémio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1 - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prémio Dardos.”
(imagem daqui) 
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas da tarde, às três já eu começo a ser feliz. À medida que o tempo avançar, mais feliz me sentirei. Às quatro horas já começarei a agitar-me e a inquietar-me; descobrirei o preço da felicidade. Mas se vieres a uma hora qualquer, eu nunca posso saber a que horas hei-de vestir o meu coração... São precisos ritos.
- O que é um rito?
- É também qualquer coisa de que toda a gente se esqueceu, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora diferente das outras horas.