08 março 2011
Mulheres sem nome
06 março 2011
Não é triste... é tristão!
22 dezembro 2010
26 novembro 2010
lançamento espacial
Um livro 5 estrelas
Apareça, vá lá. O que é que eu tenho de fazer? Hã?
25 novembro 2010
Da utilidade da música
a música é útil em muitas ocasiões, apresentou Aquiles digerindo sua ira contra Agamémnon através da música que aprendeu do sapientíssimo Quíron:
e encontraram-no deleitando seu espírito com a
[melodiosa fórminge,
bela obra de arte; em torno, argênteo jugo havia:
escolheu-a dentre os espólios depois de destruir a
[cidade de Eétion.
Com ela alegrava seu coração e cantava glórias de homens [Ilíada, IX, 186-189]
eles, o dia todo, apaziguavam o deus com um canto,
esses versos, nobre mestre, uso como conclusão do meu discurso sobre a música. (...)
23 novembro 2010
Profissão perdida

Ao ver tantos especialistas em cinema juntos e quando tanto se fala da falta de rigor nas reconstituições históricas nesta arte, já me tinha interrogado se os realizadores não chamariam classicistas para lhes darem conselhos sobre o décor, por exemplo.
Bem, eles lá chamar, chamam.
O simpático e conversador Lloyd Llewellyn-Jones , classicista, especialista em história antiga (Pérsia) e vestuário na antiguidade, foi consultor («consultant for set and costumes») de Oliver Stone no filme Alexandre.
E depois?
Depois, aquilo que era realidade não interessava cinematograficamente ou os actores não gostavam daquela cor ou daquele corte de vestido...
E pronto. Quando Lloyd Llewellyn-Jones perguntou a Oliver Stone o porquê de não terem seguido as suas indicações, a resposta foi: «I'm sorry».
Se ser consultor de realizadores não pegou na América, já vejo que, por aí, não vou ter futuro no cinema em Portugal.
12 outubro 2010
Acabou há quase um mês...
Loulé, Alcaidaria do Castelo, 6 a 17 de Setembro de 2010
«Estudos sobre o Mediterrâneo», integrado no projecto charme Loulé, foi o mote para reunir diversos professores da Universidade do Algarve (mais concretamente da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais) e seus convidados perante um grupo de pessoas interessadas em aprender e experimentar novos saberes, num contexto não académico, mas com toda seriedade e empenho que caracteriza o ensino superior.
Não era preciso ter nenhum saber prévio e os participantes, oriundos de formações muito distintas, deram o seu parecer positivo (muito positivo) a esta iniciativa.
Ter uma sala cheia, durante duas semanas, ao fim do dia, quando o sol ainda convidava para uma ida à praia, foi uma alegria!
Agora, em jeito de balanço, sinto-me feliz pelo modo como tudo decorreu. Foi um desafio que aceitei e que se revelou muito compensador pela qualidade de todas as pessoas que conheci. Aquelas que, da parte da Câmara Municipal de Loulé, apoiaram a Universidade do Algarve neste projecto foram de uma discrição e eficiência de louvar.
Obrigada!
11 setembro 2010
O auriga da Lusitânia
Do jornal Económico de 7 de Setembro:
Desportista mais rico da história era Lusitano Rui Barroso
07/09/10 13:00
Os milhões de Cristiano Ronaldo e até do golfista Tiger Woods, o desportista mais rico da actualidade, não se comparam aos prémios conseguidos por um condutor de quadrigas lusitano no tempo do Império Romano.
Segundo uma investigação da Universidade da Pensilvânia, citada pelo Expansión, o desportista mais rico de toda a história foi Gaius Appuleius Diocles, um condutor de quadrigas nascido na Lusitânia no ano de 104.
Segundo os investigadores, Diocles angariou qualquer coisa como 35,863 milhões de sestércios, a que corresponderiam actualmente 11,6 mil milhões de euros. A maquia amealhada pelo desportista luso era o suficiente para abastecer de cereais a capital do Império Romano durante um ano.
Diocles participou em mais de quatro mil corridas da "Fórmula 1" dos romanos, tendo vencido quase 1.500 dos desafios. Por 815 vezes liderou as corridas desde o início, em 67 vezes conseguiu a liderança nas últimas voltas e em 36 ocasiões sagrou-se vencedor mesmo na recta final.
O corredor lusitano tornou-se profissional aos 18 anos e morreu aos 42. Está sepultado em Roma. Na lápide estão inscritas as estatísticas da sua carreira.
Para quem quiser ler ficção sobre Diocles, pode ler este El Auriga de Hispania, de Jesús Maeso de la Torre.
07 setembro 2010
A bela infanta está viva!
É uma actividade da Universidade do Algarve, através da FCHS, com o município de Loulé, no âmbito de uma candidatura ao QREN (o esboço do que estamos a fazer está aqui, na página 30).
Isto, porque os romances ainda electrizam!
Deixo aqui três exemplos, partindo do romance «A bela infanta».
O primeiro, do romanceiro de Almeida Garrett:
Estava a bela infanta
No seu jardim assentada,
Como o pente de oiro fino
Seus cabelos penteava.
Deitou os olhos ao mar
Viu vir uma nobre armada;
Capitão que nela vinha,
Muito bem que a governava.
– «Diz-me, ó capitão
Dessa tua nobre armada,
Se encontraste meu marido
Na terra que Deus pisava?»
– «Anda tanto cavaleiro
Naquela terra sagrada...
Diz-me tu, ó senhora,
As senhas que ele levava.»
– «Levava cavalo branco,
Selim de prata doirada;
Na ponta da sua lança
A cruz de Cristo levava.»
– «Pelos sinais que me deste
Lá o vi numa estacada
Morreu morte de valente:
Eu sua morte vingava.»
– «Ai triste de mim viúva,
Ai triste de mim coitada!
De três filhinhas que tenho,
Sem nenhuma ser casada!...»
– «Que dirias tu, senhora,
A quem no trouxera aqui?»
– «Dera-lhe oiro e prata fina,
Quanta riqueza há por i.»
– «Não quero oiro nem prata,
Não nos quero para mi:
Que darias mais, senhora,
A quem no trouxera aqui?»
– «De três moinhos que tenho,
Todos três tos dera a ti;
Um mói o cravo e a canela1 0
Outro mói do gerzeli:1 1
Rica farinha que fazem!
Tomara-os el-rei pra si»
– «Os teus moinhos não quero
Não nos quero para mi;
Que diria mais senhora,
A quem to trouxera aqui?»
– «As telhas do meu telhado
Que são oiro e marfim.»
– «As telhas do teu telhado
Não nas quero para mi:
Que darias mais, senhora,
A quem no trouxera aqui?»
– «De três filhas que eu tenho,
Todas três te daria a ti:
Uma para te calçar,
Outra para te vestir,
A mais formosa de todas
Para contigo dormir.»
– «As tuas filhas, infanta,
Não são damas para mi:
Dá-me outra coisa senhora,
Se queres que o traga aqui.
– «Não tenho mais que te dar,
Nem tu mais que me pedir.»
– «Tudo, não, senhora minha,
Que inda te não deste a ti.»
– «Cavaleiro que tal pede,
Que tão vilão é de si
Por meus vilões arrastado
O farei andar aí
Ao rabo do meu cavalo
À volta do meu jardim
Vassalos, os meus vassalos,
Acudi-me agora aqui!»
– «Este anel de sete pedras
Que eu contigo reparti...
Que é dela a outra metade?
Pois a minha, vê-la aí!»
– «Tantos anos que chorei,
Tantos sustos que tremi!...
Deus te perdoe, marido,
Que me ias matando aqui.

E o terceiro, uma verdadeira gracinha encontrei neste mundo fantástico que é a Internet.
Escrita em 2008 por João Luís, um aluno do 6º ano do Agrupamento de escola Afonso de Paiva, esta versão contemporânea (já sei que me vão corrigir e dizer que a isto não se chama uma versão, mas, enfim, perdoem-me) é muito engraçada... mas não a consigo colar aqui. Tentei, tentei, mas não consegui.
Sigam o link da escola e divirtam-se!
05 setembro 2010
Sobre o casamento
Por exemplo, o sábio Tales, quando foi pressionado pelos rogos da mãe para que casasse, evitou muito bem as suas instâncias e esquivou-se dizendo-lhe no início “ainda não é o momento, mãe”, e mais tarde “já não é o momento, mãe”.
14 julho 2010
interesses filológicos...
Às vezes identifico-me com insuspeitas personagens de romances policiais.
"I came across a particulary fascinating text (...). It seems to be - "
"Sit down, Walter, and be quiet", said Emerson amiable. "No one wants to hear about your obscure philological interests."
07 julho 2010
Dão-se alvíssaras...
03 julho 2010
«As lendas só são lendas porque acreditamos nelas»
01 julho 2010
Cultura.sul
Este caderno vem com o Público (no Algarve, apenas), na 1ª sexta-feira de cada mês.
Na página das letras escrevo um texto principal e duas pequenas rubricas, «Da minha biblioteca» e «Itinerários».
O mote será sempre o Algarve: ou escritores de cá, ou publicados cá, ou que venham cá, bem como livros com referências explícitas a esta região, etc.
(*Actualização: excepcionalmente, sai este sábado em vez de sexta-feira.)
30 junho 2010
Dão-se alvíssaras
Que posso comprar outro?
Posso, mas quero aquele, que me é muito querido.
Recebê-lo-ei, e ao seu portador, com um delicioso bolo de chocolate.
27 junho 2010
Será que se pode dizer que...
25 junho 2010
Contributos para um próximo livro de António Manuel Venda
Caso estejas a pensar escrever outro, António, deixo-te aqui algumas ideias para títulos de contos:
23 junho 2010
Dão-se alvíssaras!

Ficarei muito agradecida e celebraremos esse acto com chá e bolinhos.
Aqui vai o primeiro:
21 junho 2010
Dia de sorrisos
Por isso o mundo visto pelos olhos - ou pela máquina fotográfica - do pequeno Tukie, ou do pai do pequeno Tukie, é um mundo em que o fantástico não existe como tal.
Por isso chamei a este livro um livro de felicidade.
Felicidade, porque ali não há sentimentos que ferem e magoam.
E apesar de conseguir muito bem construir o suspense, as histórias que ele nos conta acabam serenamente, com ternura e humor.
E quem me observou a ler o livro terá visto claramente os meus sorrisos nada enigmáticos.
19 junho 2010
Regras de Etiqueta para Gatos Inexperientes
Enviaram-me estas regras por e-mail e não resisti a publicar aqui (não sei quem é o autor).
As fotografias que ilustam o post não foram tiradas de propósito, pois já as tinha em casa, visto que os meus bichos são muito educadinhos e cumprem estas regras todas!
1) Se tiver que vomitar, salte rapidamente para o sofá. Se o sofá estiver longe demais, procure um bom tapete.
(eles fazem-no: sofá, tapete, secretária, mesa, papéis... mas nunca tirei fotografias do acto...)
3) Prefira sentar-se no colo ou esfregar-se nas pernas das pessoas que trazem calças. Escolha, de preferência, aquelas com cores diferentes das suas.
5) Trate das visitas que digam "Adoro gatos!" com total desprezo e esteja pronto a passar as unhas pelas suas meias ou, eventualmente, a morder os seus calcanhares.8) Se algum dia encontrar uma senhora tricotando, suba no colo dela e deite-se. De repente, estique a pata e, como quem não quer nada, dê uma boa patada nas agulhas. Observe os acontecimentos: isso se chama perder o fio da meada. A senhora tentará atrair sua atenção para outras partes da casa. Ignore-a.
(infelizmente, nesta casa não se faz malha...)
9) Quando encontrar alguém a fazer o trabalho de casa, sente-se na folha de papel que estiver a ser estudada. Depois de ter sido removido de lá pela terceira vez, vá para outro canto da mesa e empurre tudo que se mexa: lápis, cola, tesoura e o que mais houver.
10) Durma bem durante o dia para estar bem fresco e pronto para brincadeiras entre 2 e 4 horas da manhã. Se seu humano trabalhar durante a noite, modifique seus hábitos de sono para poder estar com a corda toda entre as 10h e o meio-dia.
Gatos nestas fotos: Tamino, Mimi e Diotima.
Participação especial da cadela Natacha.
Ah, sim, de alguns humanos, sem os quais a vida não teria tanta graça.







