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19 junho 2016

Em Cnossos, com Sophia

Fui a Creta pela primeira vez no passado mês de maio.
Fui à Grécia 6 vezes, vivi em Atenas 4 meses, no já longínquo ano de 1998, para poder acompanhar os seminários de Jeffrey Rusten, professor em Cornell (EUA), na American School of Classical Studies at Athens (ASCSA), mas nunca tinha ido a Creta (como, aliás, não fui a muitos outros sítios naquele maravilhoso país).
Da primeira vez, em 1985, levei o Ulisses, de James Joyce, que só me serviu para pesar na mochila, pois que foi e veio fechadinho (levá-lo foi um romantismo de adolescente).
Desta vez, fui mais sensata e levei a poesia de Sophia, que li por onde passei.
:)

«Ressurgiremos»
Ressurgiremos ainda sob os muros de Cnossos
E em Delphos centro do mundo 
Ressurgiremos ainda na dura luz de Creta
Ressurgiremos ali onde as palavras
São o nome das coisas
E onde são claros e vivos os contornos
Na aguda luz de Creta
Ressurgiremos ali onde pedra estrela e tempo
São o reino do homem
Ressurgiremos para olhar para a terra de frente
Na luz limpa de Creta
Pois convém tornar claro o coração do homem
E erguer a negra exactidão da cruz
Na luz branca de Creta.






















01 agosto 2007

Rosslyn Chapel

(imagem daqui)

Estive no Domingo, amiga, no local do qual me falaste, pela primeira vez, naquela tua sala de Chelsea. Era o teu amor pelas pedras que te fazia vibrar ao falares dos pedreiros portugueses que aí teriam trabalhado. Conversas longínquas... já lá vão quase 20 anos... um duende, o homem da caligrafia... conversas estranhas na minha memória.
Sempre quis ir ver a «tua» capela. Tive uma bela companhia, mas faltaram-nos as tuas explicações: fizeste falta para entender todos os pormenores, para usufruirmos do teu conhecimento e forma única de o expressar.
Vamos lá um dia juntas?