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11 janeiro 2010

Pinacoteca antiga

Lendo o Satyricon, de Petrónio (em tradução de Delfim Leão, para a Cotovia, editada já no longínquo 2005), sou levada pelo narrador:

Cheguei a uma pinacoteca impressionante, repleta de todo o tipo de quadros (...). Aqui, uma águia arrebatava para as alturas do céu o pastor do Ida;


(Correggio - Imagem daqui)

Ainda há pouco tempo referi Ganimedes. Pois é ele o pastor do monte Ida de quem aqui se fala. Diz-nos Ovídio (Metamorfoses X, 155-161, na edição do costume):

Um dia, o rei dos deuses inflamou-se de amores pelo frígio
Ganimedes, e foi encontrado aquilo que Júpiter preferiu ser
a ser aquilo que era. Não se dignou, contudo, a tornar-se uma
ave qualquer, senão aquela que pudesse transportar seu raio.
De imediato, batendo o ar com enganadoras asas, arrebata

o neto de Ilo, que agora é também copeiro e serve o néctar
a Júpiter contra a vontade de Juno.


(Imagem daqui)