14 março 2008

Amor grego e homofobia


Na segunda-feira, dia 3, fui à Escola Secundária de Pinheiro e Rosa fazer uma palestra para os alunos de 12º ano, que organizaram, no âmbito da área projecto, actividades em torno da temática «Stop Homofobia».
«Amor Grego», chamou-se.
O objectivo não era defender nem atacar a prática da homossexualidade, mas apresentar um contexto histórico sobre o assunto.
Foi interessante mostrar que a relação entre eromenos (o amado) e erastes (o amante) nem sempre era de natureza sexual e que este tipo de relacionamento tinha regras específicas, primando pela contenção. Nada de grandes e ricos presentes, para que não se confundisse com pagamentos próprios da prostituição.
Interessante também a referência ao Batalhão Sagrado de Tebas, corpo de militares famoso, pois que era composto por pares de amantes: um sucesso de coragem e camaradagem.
Homofobia? Sempre houve. Como sempre houve outras fobias em relação ao que é difente.

7 comentários:

carneiro disse...

Se calhar o desempenho de actividades arriscadas ou generosas em prol da sociedade talvez beneficiasse uma mais completa aceitação social.

Que esta coisa de exigir á sociedade todos os direitos em pé de igualdade, incluindo o direito de ser diferente e os que decorrem dessa diferença (não deixa de ser paradoxal esta "coisa" de ser igual só quando interessa e já se ser diferente quando convém)...

Veja-se um outro fenómeno de preconceito social desta vez relativo á cor: é muito melhor aceite quando o indivíduo traz á sociedade qualquer coisa de novo. Seja mérito desportivo, artístico, académico, etc.

Agora quando o único mérito que se apresenta é ser diferente, é fazer questão de chocar os outros com essa diferença e, depois, ainda se reclama por não se ser aceite, sem mais ...

è a velha questão do "não perguntes o que a sociedade pode fazer por ti..."

Ricardo disse...

Bela escola. Fico contente por se manter tão dinâmica.
Quanto ao tema... é verdade, é difícil aceitar o que é diferente e eu mesmo confesso que às vezes me custa... mas racionalmente aceito toda a diversidade, quer sexual, racial, ou cultural...

Méon disse...

Continua refrescante...crocante! este espaço seu, Senhora Sócrates!

Obrigado! Fico melhor depois de vir aqui!

Xantipa disse...

Querido Carneiro,

Pois claro que ser diferente como único mérito não faz sentido... nem é mérito, aliás.
:)

Caro Ricardo,
Andaste nesta escola?
:)

Caro Méon,

Muito obrigada pelas suas palavras! Ainda por cima de um quase conterrâneo (sou do Bombarral)!
:)

redonda disse...

Achei muito interessante o contexto histórico, sobre o relacionamento e o Batalhão Sagrado de Tebas.

Ricardo disse...

Sim, fui aluno da Pinheiro e Rosa seis anos. Eu sei que parece muito, mas comecei no 7.º!

Davi Reis disse...

Xantipa, estás convidada em:

http://cadernodecorda.blogspot.com/2008/03/29-de-maro-18-horas-apresentao-do.html

Ficar-te-ia muito grato se divulgasses.

Um beijinho