13 outubro 2009

É no que dá a busca da perfeição

(imagem daqui)

Porque desejando um certo pintor representar a beleza suprema, mandou reunir as mulheres bonitas que havia na região e, imitando de cada uma as partes mais belas, de uma os olhos, de outra o nariz, de outra as sobrancelhas e de cada uma um aspecto (pois não era possível que todas fossem bonitas em tudo), conseguiu realizar uma figura perfeita.

Dionísio de Halicarnasso, Tratado da Imitação, Livro Segundo,VIa
Edição e tradução de R.M. Rosado Fernandes.

4 comentários:

Gi disse...

Estou contigo: a beleza tem muito que ver com proporções, e embora o resultado dessa amálgama talvez não tivesse que ser um monstro como o do Dr. Frankenstein, duvido que saísse a mulher perfeita.

Lúcio Ferro disse...

Bem, de facto o perfeccionismo é um pau de dois o bicos, o que não quer dizer, naturalmente, que não esteja no cerne todas as grandes realizações artísticas, certo?

Bom dia!

Manuela Freitas disse...

Livrem-nos do perfeccionismo, somos seres imperfeitos, felizmente!...Procura-se o belo, mas o belo é algo inatingível...é sempre uma hipótese de beleza carregada de subjectividade.

Maria, Simplesmente disse...

Xantipa:
Há coisas muito curiosas.
Quando me falam nesse assunto lembro-me imediatamente do Frankenstein e do seu monstro.
O mais curioso é que no nosso rosto o lado esquerdo e o direito não são iguais. Existem diferenças enormes e não as vemos. Se com um espelho vermos uma fotografia nossa cortada ao meio, ficamos pasmados com a pessoa que somos.
Dizem os "entendidos" na matéria que um lado é como nascemos o outro é como a vida nos fez.
A experiência que uma vez vi foi muito interessante.
Abraço
Maria