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28 novembro 2009

Cinco revelações


A Helena, da Oficina do Bosque, desafiou-me a fazer 5 revelações sobre mim.
Agradeço-lhe a lembrança e aqui vão elas:


Eu já tive a oportunidade de falar e calei, de calar e falei. Arrependo-me da primeira.
Eu nunca fui tão feliz como agora.
Eu sei, infelizmente, o que é perder amigos.
Eu quero continuar a fazer a minha parte quando me dizem que não vale a pena, pois «não vais conseguir mudar o mundo».
Eu sonho aprender a cantar (não é novidade, pois já o revelei muitas vezes...)

08 setembro 2009

Cartão vermelho


A Martinha brindou-me com esta corrente:
"Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para dar o cartão vermelho. Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que de alguma forma nos incomoda, se quiser e precisar, dê uma justificativa breve. Após fazer isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá...".

Cá estão os 10 cartões vermelhos:

- cartão vermelho à desconsideração
- cartão vermelho ao desrespeito
- cartão vermelho ao egoísmo
- cartão vermelho à estupidez
- cartão vermelho à humilhação
- cartão vermelho à ignorância
- cartão vermelho à intolerância
- cartão vermelho à preguiça
-
cartão vermelho à prepotência
- cartão vermelho à violência

Mesmo sabendo que alguns não gostam de correntes, mas porque acredito que não possuem aquelas características nem se dedicam a nenhuma daquelas actividades, passo a:

- Xiclista
- Once
- Redonda
- Leonor
- Gi

03 setembro 2009

Ficar de olho...

O gentil Carlos Barbosa de Oliveira, do Crónicas do Rochedo, ofereceu-me um simpático prémio há quase um mês e só agora agradeço. Peço desculpa pelo atraso com que me manifesto, mas o agradecimento há muito que aqui mora. «Vale a pena ficar de olho nesse blog» é o nome do prémio e tenho de o atribuir a 10 convivas deste espaço.
Quem já andou por estas correntes sabe quão injustas se tornam estas escolhas, mas como aceitei o desafio, vale a pena ficar de olho nestes blogues:

Restolhando
fio de prumo
Pátio de Letras
Black Box Syndicate
Ponteiros Parados
As coisas são como são
Floresta do Sul
Meditação na pastelaria
Livro de Estilo
A dignidade da diferença



22 junho 2009

curva algébrica

x = a \cos t \sqrt{2 \cos (2t)}; \qquad y = a \sin t \sqrt{2 \cos (2t)}

(daqui)

Esta é a fórmula que corresponde ao prémio que o Miguel gentilmente me atribuiu e que muito agradeço. Estou sempre a aprender!


(Aproveito para agradecer ao Tomás Vasques a tão simpática referência que me fez)

Fui procurar o blogue criador do selo abaixo apresentado e encontrei a razão da sua existência:
«O selinho foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos leitores»
As sete escolhas seguiram um critério tão inválido e injusto como outro qualquer: conhecer pessoalmente o autor.

Ponteiros Parados (bem... é amigo de amigo... conta, não conta?)
Rua da Abadia (o nepotismo em todo o seu esplendor)
Bandeira ao Vento
(então, pá, e os nossos projectos?)
Chá de Letras (amizades cinéfilas, literárias, profissionais e chazeiras)
A dignidade da diferença (é mais falador no blogue)
Delito de Opinião (lamentavelmente, só conheço um... mas conta, não conta?)
Dário Guerreiro - a prosa (aprendemos muito sobre os alunos com os seus blogues)

28 maio 2009

Antes de morrer...

Tenho dificuldade em responder a desafios como este...
Vivo cada dia como se fosse imortal, sabendo que posso morrer a qualquer momento. Por isso gosto de fazer planos. Por isso sei que não adianta fazer planos.

Séneca dizia que «a verdade é que por vezes continuar vivo é dar mostras de coragem!» e exortava o amigo Lucílio: «despreza a morte. Nenhum motivo de tristeza pode haver quando nos libertamos do medo de morrer
Há uns tempos atrás estava mais em sintonia com esta filosofia. Agora, não a desdenho, mas... não me apetecia morrer em breve.

Como não consigo pensar na minha morte, não sou capaz de enumerar oito coisas para fazer antes de morrer. Apenas posso dizer que me apetecia viver em plenitude com a pessoa que amo e ter tempo para a fazer tão feliz como ela me faz a mim.
E acho que isto pressupõe muito mais do que oito coisas...

(Como vês, Gi, deu-me agora para o sentimento)

Mas como imagino que se esperava uma resposta mais prosaica, acho que devo ainda acrescentar (ao 1 - viver em plenitude com a pessoa que amo; e ao 2 - ter tempo para a fazer feliz como ela a mim) um 3 - poder ter a minha mãe a viver comigo e proporcionar-lhe uma vida descansada; 4 - ler todos os livros da minha biblioteca; 5 - ensinar a quem quer aprender (gosto muito de ser professora); 6 - aprender a nadar (até porque tenho esta ideia de que poderei morrer afogada e assim excluía esta hipótese); 7 - ser avó (eu sei que não tenho filhos, mas que querem?); 8 - aprender a cantar.

Só não vou cumprir com a parte de reenviar...

07 maio 2009

A minha amiga Ana desafiou-me a dizer quais foram as séries que deram consistência à minha vida. A consistência que deram, não sei dizer, mas com alguma coisa devem ter contribuído, já que eu ficava sentadinha a vê-las.
A que tenho na memória como mais antiga, ninguém com quem falei se lembra dela. Nem na net encontrei, pois não sei qual o título original. Chamava-se Os meus sobrinhos e só sei que gostava muito de a ver.
Outra de que ninguém se lembra mas que está na net, é o Randall e Hopkirk . O problema era que eu só me lembrava de ser Randal e algo como «Opecaique» e foi um caso sério para a descobrir. Gostava daquele detective fantasma que entrava em todo o lado e que ninguém via e era atropelado no início de casa episódio (eu era pequenina e não sabia que se chamava genérico).
Do Casei com uma Feiticeira só me lembro daquele nariz que me fascinava! Mais tarde vi alguns episódios, mas não foi a mesma coisa.
Depois, mais crescidita, gostava de ver o Espaço 1999 - admirava a Barbara Bain e o Martin Landau, nomes que decorei desde essa altura.
O gosto pela ficção científica foi alimentado por O Caminho das Estrelas. O nome do actor que fixei foi o de Leonard Nimoy, o Mr. Spock. Vi nos EUA, em 2000, um documentário intitulado Trekies e percebi que o fenómeno dos fãs da série era impressionante e que eu não passava de uma mera apreciadora ocasional.
Recordo-me de gostar de O Sinal do Dragão, com David Carradine, da qual me ficou na memória o genérico em que se via o rapaz em criança e, mais tarde, como ficara tatuado no braço o sinal do dragão. Lembro-me ainda do professor cego que lhe dava lições de moral, em forma de adágios.
Uma casa na pradaria - A família boazinha e os detestáveis meninos mimados da loja lá do sítio. Vinha muito a propósito do espírito com que eu voltava da catequese.
Os pequenos vagabundos - ainda hoje me lembro da música, apesar de não me lembrar de mais nada. Bem, agora já não é bem assim, pois quando fui procurar no google e encontrei um episódio, vi que me lembrava de muito mais do que pensara.
Gente do amanhã (desta série sabia o nome em inglês: The Tomorrow People) - lembro-me de que eram jovens e que faziam viagens no tempo (assunto que ainda hoje me fascina).
Sandokan - Gostava muito de ver as aventuras do Tigre da Malásia. No ciclo preparatório, todas adorávamos os olhos do Kabir Bedi...
MacGyver - sempre me fascinou o modo como conseguia usar coisas simples para sair de situações complicadas e fazia-me sempre pensar que devia ter aprendido coisas daquelas nas aulas de físico-química. A personagem era um pouco irritante, porque era sempre muito bonzinho e nunca tinha namoradas.
Balada de Hill Street - Não perdia um episódio. Eram todos fantásticos!
Black Adder - Delirante! Custava-me sempre o episódio em que ele morria e irritava-me ao ver como era uma pessoa horrível... mas era irrestível. Ainda hoje digo uma frase que tantas vezes ouvi do Baldrick: I have a cunning plan... (o actor, Tony Robinson, era amigo de um amigo meu inglês, infelizmente já falecido). E foi lá que conheci o Hugh Laurie. Sim, sou das que gosta do Dr. House.
Colombo - confessar que já comprei todas as séries que saíram em DVD diz qualquer coisa... A personagem era tão forte, que foi estranho ver o Peter Falk no filme de Wim Wenders, As Asas do Desejo.

Passo a quem quiser!

22 março 2009

Página 161, 5ª frase


A Bomba Inteligente passou-me uma corrente que já tinha passado por aqui há mais de um ano. Neste momento, em que ando a ler as Medeias que encontro (e dado que a de Mário Cláudio não tem tantas páginas), aqui vai a Medeia, Vozes, de Christa Wolf:

Agora tudo está certo.

16 março 2009

Verdades (6) ou mentiras (3)?

Corre um desafio pelo blogobairro em que temos de escrever 9 coisas sobre nós, das quais 3 terão de ser mentira e 6 verdade. Os visitantes terão de descobrir quais são as 3 mentiras e num futuro post (ou actualização deste) indicarei as respostas certas.
Não vou passar a outros blogues, como era suposto, pois tenho andando arredada destes espaços e arriscava-me a nomear quem já respondeu. Assim, deixo ao critério de cada um.
Ah, e quem me meteu nisto foi o Nandokas .

1) O meu desporto favorito é a natação. Pratico desde pequena e moro no Algarve para poder estar mais tempo por ano perto do mar e poder nadar.
2) Pratiquei basquetebol em jovenzinha e até fui federada. O ser baixinha não foi impedimento.
3) Pratiquei judo na juventude, mas não passei de verde por causa dos combates.
4) Conheci e privei com campeões de judo, incluindo um nosso representante nuns Jogos Olímpicos.
5) Fiz ballet e andei em pontas.
6) Já tive a vida em perigo numa gruta, a fazer espeleologia.
7) Já estive presa num elevador com mais 4 pessoas durante 2 horas.
8) Sofro de claustrofobia.
9) Raramente falto a uma aula de esgrima e, apesar da idade, o meu mestre pensa levar-me aos próximos campeonatos nacionais.

10 janeiro 2009

Confissões de uma «juke-box» ambulante salva por uma correnteza

Hoje ganhei coragem e vim actualizar o blogue.
Isto de se estar muito tempo sem escrever é um problema: tendo deixado passar datas como o Natal e o Ano Novo sem agradecer os votos e as gentilezas que me enviaram, a vergonha de não o ter feito foi crescendo e cada dia que passava a necessidade de dizer algo que realmente merecesse a pena impunha-se com mais premência.
E o tempo a passar-se e eu cada vez com mais problemas em encontrar um assunto que me levasse a sair deste estado de falta de... nem sei bem o quê.
Pronto.
É hoje. Não é tarde nem é cedo.
E começo com uma confissão de um defeito que tenho: sou, praticamente, uma juke-box ambulante. Mas não uma juke-box com aqueles temas de que mais gosto, cantados afinadamente, postos a tocar quando nos encontramos num determinado ambiente (um daqueles em que há uma juke-box, bem entendido).
Não.
O meu defeito é muito incomodativo. Para os outros, porque, pode denotar falta de atenção ao que me dizem (o que não é verdade) e pelo desafinanço; para mim, porque me sinto ridícula. É verdade. Completamente.
O que se passa é o seguinte: uma pessoa está a falar comigo e, de vez em quando (não é sempre, vá lá), há uma palavra que diz e que funciona como a ficha que se introduz na juke-box e faz sair a canção.
Os exemplos são os mais absurdos, pois a canção que sai normalmente não tem nada a ver com o assunto de que se fala, mas acontece apenas porque uma palavra ou expressão também aí se encontra contida.
É absurdo, eu sei. E ridículo.
O que vale é que, na maior parte dos casos não verbalizo (ou seja, poupo o interlocutor ao meu canto) e isto passa despercebido.
Um exemplo:
Alguém: Bem, então adeus. Vou-me embora.
Eu (em pensamento, surge o Sérgio Godinho): «E agora eu vou-me embora, e embora a dor não queira ir já embora, agora eu vou-me embora e parto sem dor. E parto dentro de momentos, apesar de haver momentos em que a dor não parte sem dor.»

Pois é. Eu sei. Não é preciso dizer nada.

Mas então não é que recebo um desafio da Ana para fazer parte de uma corrente que apela, de algum modo, a esta minha mania? Pertence pôr aqui uma foto, mas como não estou em casa, não tenho aqui arquivos (ponho depois). O que interessa é que tenho de responder às perguntas que me fizeram com títulos de canções! Eheheheh! O sonho que realiza a minha mania! Deixou de ser um defeito e passou a ser adequado para esta corrente!
Aqui vão as respostas. Escolhi os Beatles (têm de ser de uma única banda ou cantor). E passo à minha querida sobrinha Rita, à Sara, ao Zé Bandeira e à Gi.
  1. És homem ou mulher? Girl
  2. Descreve-te. Free as a bird
  3. O que as pessoas acham de ti? "She's a Woman" e "To Know Her is to Love Her"
  4. Como descreves o teu último relacionamento? "The End"
  5. Descreve o estado actual da tua relação. "Real Love"
  6. Onde querias estar agora? "Memphis, Tennessee"
  7. O que pensas a respeito do amor? "I Want to Tell You"
  8. Como é a tua vida? "It's Only Love"
  9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? "Every Little Thing"
  10. Escreve uma frase sábia. "Think for Yourself"

22 março 2008

Se eu fosse...

A sem-se-ver, que me crava a torto e a direito, mas é uma querida, levou-me a aceitar este desafio. Não passo a ninguém, porque dá uma trabalheira! Se alguém o quiser fazer, não deixa de ser um exercício giro. A maior parte dos «porque» que aqui apresento são desnecessários, pois Freud explicaria muito melhor que eu.

Se eu fosse um mês, seria… Maio. Por puro narcisismo, provavelmente, porque é o mês em que nasci.

Se eu fosse um dia da semana, seria... quarta-feira, porque gosto do equilíbrio que o meio da semana me traz.

Se eu fosse um número, seria… dois, aliás, vinte e dois. Parece pateta, eu sei, mas gosto dos dois patinhos... ah, claro, e por puro narcisismo, pois claro. Junte-se a Maio.

Se eu fosse uma flor, seria… um jarro. Porque é bonito, forte, cresce vertical e é resistente.

Se eu fosse uma direcção, seria… sempre em frente. Não há que enganar. What you see is what you get. Sempre em frente, não tem nada que enganar.

Se eu fosse um móvel, seria… um psiché. Porque me faz lembrar alma (psychê, em grego). Porque me lembro de ver a minha mãe reflectida no espelho enquanto me penteava em frente ao psiché do seu quarto.

Se eu fosse um líquido, seria… vinho tinto. Encorpado. Aveludado. Macio. Bom para acompanhar queijos fortes.

Se eu fosse um pecado, seria… a gula. Para mal dos meus pecados.

Se eu fosse uma pedra, seria… bruta, pronta para ser trabalhada.

Se eu fosse um metal, seria… titânio. Porque sim. Porque não percebo nada destas coisas e nos filmes é sempre um metal muito importante e potencialmente perigoso. E porque resiste à corrosão (entre as gentes, seria uma espécie de resistência à corrupção), mas não deixa de ser dúctil e fácil de trabalhar (uma espécie de bom feitio e conciliador).

Se eu fosse uma árvore, seria… um cedro (admitam que achavam que ia dizer nogueira)
. Porque é a árvore da minha infância. Um braço grosso aguentou o baloiço durante gerações. Um braço fino serviu de barra para a ginástica, o troco grosso (só abraçado por 3 pessoas) foi o coito no jogo das escondidas, foi o refúgio da apanhada. Hoje está velho, muito velho. Mas, como é árvore, morrerá de pé.

Se eu fosse uma fruta, seria… maçã. Porque vem desde o início dos tempos, porque comê-la traz conhecimento (é bíblico!), porque há muitas variedades (algumas até se chamam pêros), porque entra em histórias (como a Branca de Neve), mitos (o da Discórdia, no casamento de Tétis e Peleu), enfim, porque cheira bem e é bonita.

Se eu fosse um clima, seria… frio. Porque gosto de neve, porque é romântico (lareira, etc, etc), porque nos obriga a aconchegar a roupa. Ah, claro, e porque vivo no Algarve.

Se eu fosse um instrumento musical, seria... um
violoncelo. Porque devo isso à minha paciente professora, que teima em querer continuar a ensinar-me.

Se eu fosse um elemento, seria… ar.
Porque não se vê, mas sente-se, e não se aguenta mais que uns minutos sem ele.

Se eu fosse uma cor, seria… verde. Porque gosto muito. Porque me sinto bem vestida de verde. Porque faz ton sur ton com os olhos.

Se eu fosse um animal, seria... gato. Porque foi o primeiro animal de estimação que tive (e já tinha 30 anos feitos), porque são inteligentes, elegantes, ágeis, independentes e fofos, fofos, fofos.

Se eu fosse um som, seria… uma gargalhada.

Se eu fosse uma canção, seria… Quand on a que l'amour
, na voz do Brel, que tanto me emociona. Porque tem um verso que sigo como lema: «forcer le destin a chaque carrefour».

Se eu fosse um perfume, seria… Dior. Ou sabão amarelo. Estou na dúvida.

Se eu fosse um sentimento, seria… ternura.


Se eu fosse um livro, seria... uma biblioteca, porque não consigo escolher.

Se eu fosse uma comida, seria… queijo chèvre ligeiramente derretido, em cima de folhas de rúcula e decorado com fios de mel, nozes e tomates cereja.

Se eu fosse um cheiro, seria… café moído. Não gosto de café, mas adoro o cheirinho dos grãos acabados de moer.

Se eu fosse uma palavra, seria... livro.

Se eu fosse um verbo, seria… aprender, porque é o que mais gosto de fazer.

Se eu fosse um objecto, seria... um sofá muito confortável.

Se eu fosse uma peça de roupa, seria… um lenço de pescoço. Ou um cachecol. Tenho a garganta muito sensível. Numa noite do verão passado estive a conversar sem o lenço ao pescoço. Resultado: fiquei afónica durante uma semana.

Se eu fosse uma parte do corpo, seria… olhos. Porquê? Ora, porque é o que dizem que tenho de mais bonito (aliás, é o que dizem às pessoas que não têm mais nada que se possa elogiar, ou pensam que não sei? Eheheh)

Se eu fosse uma expressão, seria… «tenho uma teoria...»

Se eu fosse um desenho (animado ou por animar), seria… uma personagem de qualquer livro de José Carlos Fernandes, para poder dizer aquelas coisas que ele sabe e poder filosofar à vontade.

Se eu fosse um filme, seria… Tous les matins Du Monde, de Alain Corneau, porque foi decisivo na minha decisão estudar violoncelo (eu sei que no filme é viola da gamba, mas faz-se o que se pode).

Se eu fosse uma forma, seria… um círculo.

Se eu fosse uma estação, seria… de comboios. Porque gosto de viajar, de partir e de chegar. E porque gosto de comboios (ainda hesitei e pensei dizer «Primavera» ou «Inverno», mas os comboios levam-me para mais sítios).

Se eu fosse uma frase, seria…«quando é que isto acaba?»

04 agosto 2007

Blogues em Livro

Entre o Sol e as Brumas colocou-me entre aqueles blogues que gostaria de ler em livro. Na verdade, e não é falsa modéstia, não me parece que a Senhora Sócrates em livro tivesse muita graça (o que não quer dizer que um livro da Senhora Sócrates não a tivesse).
Estes, eu gostava de folhear:


(foto daqui)
O epistolário do
André.
A ficção da
Marta.
As opiniões políticas (de polites - cidadão) do
Miguel Castelo-Branco.
Os devaneios do
Nuno.
As traduções de grego moderno da
Charlotte.
Os
delírios do António.
As conversas e os pensamentos catatónicos do
Ivar.
As fotografias do
JB.
O livro não anunciado do
Américo de Sousa.
A prosa quotidiana do
Zé Bandeira.
A e-scripta do
JS.
Os escritos do Miguel Ceia.

E mais, e mais, e mais, mas passavam os 12 pedidos...