22 outubro 2007

Fado da dúvida (sem dúvida)

(A Marta foi roubada, mas não resisti! Que me perdoe...)

Se já não te lembras como foi
Se já esqueceste o meu amor,
O amor que dei e que tirei,
Não queria lamentar depois.


Mas uma coisa é certa, eu sei.
Não tive nunca amor maior.
E ainda vivo o que te dei,
Ainda sei quanto te amei,
Ainda desejo o teu amor.


Não tenho esperança de te ver,
Não sei amor onde andarás.
Pergunto a todo o que te vê
E nunca sei como estás.


Agora diz-me o que farei
Com a lembrança deste amor.
Diz-me tu, que não sei,
Se voltarei ou não para ti,
Se ainda quero o que sonhei.


(Texto de Pedro Ayres de Magalhães, Madredeus, 2005)

7 comentários:

Dário Guerreiro disse...

Um belo poema, sem dúvida. Faz-me lembrar Manuel Alegre... ou será Pessoa... faz-me lembrar algo, é certo! Certamente a partir de hoje far-me-á lembrar apenas Pedro Ayres de Magalhães ou, uma vez que será difícil eu decorar tal nome, ficará na minha memória como "aquele poema buéda fixe do fado do blog da stora".

Belo é também este espaço, parabéns.

Xantipa disse...

Obrigada... D...ário!
:)
Até quinta!

Dário Guerreiro disse...

Até quinta!

Dário? Logo agora que já me estava a afeiçoar ao David...!

SOBE E DESCE disse...

Este poema, xantipa, adapta-se bem a mim.
É lindo mas tão triste.
No entanto eu
"... uma coisa é certa, eu sei.
Não tive nunca amor maior."
Quem pode dizer isto pode ter sofrido mas viveu e vive belas recordações.
Bj

SOBE E DESCE disse...

Xantipa, quando falo de amor esqueço tudo!...
Quria perguntar-lhe, o que aconteceu à sua música?
Bj

Xantipa disse...

Querida Sobe e Desce,

Pelo que me apercebi, o programa que acolhe estas músicas mudou e deve ter desabilitado por uns dias as músicas. Vejo que já está a funcionar, se bem que grafismo esteja diferente (o botão de play agora é verde e enorme!)
Beijinhos

marta disse...

minha querida


todas estas coisas servem para ser roubadas e bem roubadas.


beijo grande, Xantipa