24 novembro 2006

Sobre a vida (diz Séneca...)

Um homem de bem tem de viver, não enquanto lhe apraz, mas enquanto a sua vida for necessária. Só um obstinado egoísta teima me morrer sem admitir que uma esposa ou um amigo lhe merecem o sacrifício de prolongar um pouco mais a existência. Quando o interesse dos familiares o exige, a alma deve impor a si mesma a vida; pode ter decidido o suicídio, pode mesmo ter já iniciado o processo: pois que desista e se ponha à disposição dos que dela precisam. Demonstra um grande coração quem se resigna à vida no interesse dos outros, o que, aliás, muitos grandes homens têm feito.

Séneca, Cartas a Lucílio, 104, sempre, sempre a mesma tradução de Segurado e Campos.

5 comentários:

António Rosa disse...

Xantipa

O seu blogue é muito apreciado.

A sua série "Séneca" é excelente. Ajudam a pensar o melhor possível.

Abraço

marta disse...

Tenho de ir comprar rapidamente Séneca, que nunca li.
Caramba, responde rigorosamente a tudo. Tenho a impressão que para a semana aproveito este teu post para fazer um, se me deres licensa.
Beijinho.

PS mudei de assinatura

Puro Instinto disse...

Viver amiga, viver sempre aé que um dia a ossa prtida seja inevitável!
Enquanto percorrermos o caminha façamos tudo o que nos estiver ao alcançe e nos seja possível... em prol de outros? Pois concerteza que seja!

Brindo a isso: Á VIDA!

E a nós!

Beijo de excelente fim de semana*

Vodka e Valium 10 disse...

Kant, na "Fundamentação da Metadísica dos Costumes" tinha a opinião excatamente contrária.

Rafeiro Perfumado disse...

Não concordo. O Séneca devia ter dormido mal a Soneca quando acordou e disse isto...